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36,9% dos brasileiros acima de 50 anos convivem com dor crônica

Impacto emocional da dor persistente ganha atenção com novas exigências de saúde mental no trabalho

A dor crônica é apontada como o sintoma mais prevalente nas doenças relacionadas ao trabalho.
Foto: Freepik

Conviver com dor todos os dias é a realidade de milhões de brasileiros, e os efeitos vão muito além do desconforto físico. No país, 36,9% das pessoas com mais de 50 anos vivem com dor crônica, segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde. Entre esses pacientes, cerca de 30% recorrem a opioides para tentar aliviar o sofrimento, um indicativo da complexidade do tratamento e dos riscos do uso prolongado de medicação. 

O tema ganha ainda mais visibilidade com a entrada em vigor, em maio, das novas exigências da NR-1, que ampliam a atenção à saúde mental no ambiente de trabalho. Embora a norma não trate diretamente de doenças relacionadas à dor, especialistas alertam que o sofrimento físico contínuo pode desencadear desgaste emocional importante e contribuir para quadros de ansiedade, depressão e alterações do sono, muitas vezes silenciosos no cotidiano profissional. 

A dimensão do problema é ampla. A dor crônica é apontada como o sintoma mais prevalente nas doenças relacionadas ao trabalho, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Esse cenário evidencia impactos que vão desde queda de produtividade até afastamentos prolongados e perda significativa de qualidade de vida. 

Segundo Adriano Aires, especialista da Singular Clínica da Dor, quando a dor se torna permanente, ela deixa de afetar apenas o corpo. "O paciente passa a dormir mal, perde disposição, reduz atividades sociais e pode evoluir para ansiedade ou depressão se não houver tratamento adequado", explica. 

Esse contexto exige uma abordagem que considere o paciente por inteiro. "Não basta tratar apenas a dor física nem somente o emocional. É preciso entender a origem do quadro, controlar o sofrimento e devolver funcionalidade para que a pessoa volte a viver com autonomia", afirma o especialista. 

Nesse cenário, centros dedicados à medicina da dor assumem papel decisivo. A Singular Clínica da Dor atua com abordagem interdisciplinar e terapias minimamente invasivas baseadas em evidência científica para condições como fibromialgia, artrose, dor neuropática, dor oncológica e outras doenças crônicas, com foco em reduzir a dependência de analgésicos e permitir que pacientes retomem atividades simples do dia a dia, como dormir bem, trabalhar e manter a vida social. 

Sobre a Singular no Tocantins 

Há 6 anos atuando no Tocantins, a Singular é uma clínica especializada em medicina da dor, integrante de uma franquia nacional e referência em tratamentos modernos, minimamente invasivos e baseados em evidência científica, com atuação em medicina intervencionista na dor, medicina regenerativa e ortopedia. É pioneira no Brasil, sendo o primeiro centro de dor a conquistar o selo internacional Excellence in Pain Practice Award do World Institute of Pain (WIP) e conta em seu corpo clínico com médicos titulados FIPP, a principal certificação mundial em medicina intervencionista da dor. Com equipe interdisciplinar altamente especializada, promove cuidado integral, segurança e mais qualidade de vida aos pacientes.