O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), esteve em Araguaína nesta quinta-feira (19) para palestrar no primeiro Encontro Empresarial do LIDE Tocantins na cidade. Embora a agenda oficial estivesse voltada aos negócios e às perspectivas do agro, o cenário pré-eleitoral de 2026 acabou dividindo espaço com a pauta econômica.
Antes de abordar o tema “Gestão Pública e Perspectivas do Agro” para empresários e lideranças regionais, Caiado concedeu entrevista à imprensa e falou sobre seu projeto nacional.
O governador reforçou a pretensão de disputar a Presidência da República e adotou um tom mais cauteloso ao ser questionado sobre o cenário eleitoral no Tocantins.
Em junho de 2025, quando ainda filiado ao União Brasil, Caiado participou da cavalgada de Araguaína e defendeu publicamente o nome da senadora Professora Dorinha (UB) para o Governo do Tocantins.
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“Ninguém mais preparada que Dorinha. A gente aprende muito no Legislativo. A Dorinha está mais do que preparada e, ao mesmo tempo, tem a capacidade necessária para liderar esse processo”, declarou Caiado ao desembarcar no aeroporto de Araguaína, em 6 de junho de 2025, ao lado da parlamentar.
No entanto, o cenário mudou. No início deste ano, Caiado deixou o União Brasil de Dorinha e se filiou ao PSD, partido do também pré-candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira. Questionado se manteria o apoio a Dorinha, o governador evitou reafirmar o posicionamento anterior e sinalizou recuo.
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“Este assunto de cada Estado ainda não foi tratado por nós. Estou naquele período que antecede a decisão de quem será o candidato a presidente da República. Então, é lógico que não tenho a ousadia de ficar definindo posições. Quero aguardar, com muito respeito, todos aqueles que estão disputando [a candidatura]. Não vamos ficar passando o carro na frente dos bois”, respondeu.
Caiado defendeu cautela e prudência nas articulações políticas e reiterou sua disposição de disputar o Planalto. “Se Deus quiser, acredito que a gente pode transformar esse país”, afirmou.
O governador também adiantou que no dia 31 de março deve transmitir o cargo ao vice-governador, Daniel Vilela (MDB), para se dedicar de forma mais intensa ao projeto nacional.