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Carro automático, baliza e reprovação por falta: saiba o que muda na prova prática da CNH

Mudanças previstas em manual nacional, como o fim da baliza, deixam avaliação mais próxima da realidade do trânsito e incentivam condutores mais conscientes e responsáveis

As mudanças valem para todo o país e têm como objetivo tornar a prova prática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais alinhada ao dia a dia de quem dirige
Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), informa que tem realizado os ajustes dos procedimentos nas provas práticas para atender às novas diretrizes do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O órgão caminha para as adequações finais referente ao trajeto para implementar o novo formato.

As mudanças valem para todo o país e têm como objetivo tornar a prova prática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) mais alinhada ao dia a dia de quem dirige. A proposta é que o exame avalie o comportamento do candidato em situações reais de trânsito, priorizando direção segura, atenção e tomada de decisões, e não apenas a execução de manobras isoladas.

A mudança também reforça a importância de formar motoristas mais conscientes, pacientes e respeitosos, que entendam o trânsito como um espaço coletivo, onde gentileza e responsabilidade ajudam a evitar acidentes e tornam a convivência mais segura para todos.

O que muda na prova prática? A baliza acabou?

Não. O estacionamento continua existindo, mas deixa de ser uma etapa isolada e eliminatória. Agora, ele acontece ao final do percurso, simulando o que ocorre na rotina de quem dirige.

O exame ficou mais fácil?

Não. A avaliação continua exigindo atenção e responsabilidade. A diferença é que o foco passa a ser a condução em vias públicas, a leitura do trânsito e a convivência com outros veículos, ciclistas e pedestres.

Ainda pode reprovar na hora?

As faltas eliminatórias automáticas deixam de existir. O candidato passa a ser avaliado pela soma de pontos referentes a infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Situações que não são infrações, como deixar o carro morrer, não reprovam mais de forma direta.

Novas regras sobre reprovação

Na nova regra da prova prática da Carteira Nacional de Habilitação, a reprovação deixa de acontecer por faltas eliminatórias automáticas e passa a ser definida pela soma de pontos gerados por infrações de trânsito cometidas durante o percurso.

O candidato pode acumular até 10 pontos e, se ultrapassar esse limite, é considerado reprovado. Cada infração tem peso diferente, conforme sua gravidade: leve, média, grave ou gravíssima.

Ainda assim, o exame pode ser interrompido pelo examinador caso seja identificado risco à segurança, falta de domínio do veículo ou desequilíbrio emocional do candidato, reforçando que a avaliação passa a considerar o comportamento geral na condução e não apenas uma manobra isolada.

Pode fazer a prova em carro automático?

Sim. É permitido, desde que o veículo esteja regular e com todos os itens obrigatórios exigidos pela legislação.

O estacionamento continua na prova?

Sim. Ao final do trajeto, o candidato precisa estacionar e finalizar a condução de forma segura e dentro das regras de trânsito.

No Tocantins, o Detran trabalha para que a transição aconteça de forma clara para a população. O presidente do Detran/TO, Hercy Filho, destaca que o momento é de modernização e também de fortalecimento da educação no trânsito.

“Estamos ajustando nossos serviços para garantir um exame mais transparente e justo. O candidato passa a ser avaliado pelo comportamento no trânsito e pela direção segura, que é o que realmente faz diferença. Queremos formar condutores e cidadãos mais conscientes, respeitosos e preparados para dividir as vias com responsabilidade”, afirmou.

A mudança reforça a ideia de que a CNH não é apenas uma etapa burocrática, mas parte da formação de motoristas que compreendam que o respeito, a empatia e a gentileza no trânsito salvam vidas.