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Casos de dengue aumentam no Tocantins e especialistas reforçam importância do diagnóstico precoce

Estado confirma 1.117 casos até fevereiro; vacinação e diagnóstico precoce reforçam estratégia de enfrentamento

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é responsável pela propagação da doença que apresenta aumento de casos no Tocantins em 2026.
Foto: Freepik

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença infecciosa que pode evoluir para formas graves e segue entre os principais desafios da saúde pública no país. No Tocantins, os primeiros dados epidemiológicos de 2026 indicam avanço nos registros da doença. Nas seis primeiras semanas do ano, foram confirmados 1.117 casos no Estado, frente a 279 no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

O cenário local acompanha uma tendência observada em âmbito nacional. O projeto internacional IMDC, integrado no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Fundação Getúlio Vargas, estima que o Brasil poderá registrar até 1,8 milhão de casos prováveis de dengue em 2026.

Para o médico infectologista e consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rafael Nogueira, o aumento reforça a importância da informação e do acompanhamento adequado dos casos. “A dengue pode apresentar desde quadros leves até manifestações graves. O risco é maior quando há infecção por diferentes sorotipos ao longo da vida. Por isso, reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico desde o início é fundamental para acompanhar a evolução do paciente e reduzir o risco de complicações”, explica.

Entre os principais sinais de alerta estão febre alta de início súbito, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas avermelhadas na pele, náuseas e cansaço intenso.

Vacinação e diagnóstico são aliados

Além das medidas de eliminação de criadouros do mosquito, a vacinação é uma estratégia complementar de proteção individual. A vacina Qdenga, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, está disponível na unidade matriz do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Palmas. O imunizante protege contra os quatro sorotipos do vírus e é indicado para pessoas de 4 a 60 anos, com esquema de duas doses aplicadas em intervalo de três meses.

“A vacinação contribui para reduzir hospitalizações e formas mais graves da doença. Em estados com circulação ativa do vírus, ela representa uma camada adicional de proteção”, afirma Rafael Nogueira.

Em caso de sintomas, a orientação é procurar avaliação médica e realizar os exames laboratoriais indicados. No Tocantins, o Sabin disponibiliza sorologia, pesquisa de antígeno NS1 e teste molecular para apoio ao diagnóstico.

A pesquisa do antígeno NS1 é indicada nos primeiros dias de sintomas e permite identificar a presença do vírus ainda na fase inicial da infecção. Já o teste molecular oferece alta sensibilidade para confirmação diagnóstica, contribuindo para maior segurança na conduta clínica.

“O diagnóstico precoce permite acompanhar a evolução do quadro e orientar decisões clínicas mais seguras”, conclui o infectologista.