Notícias

CCZ de Araguaína registra 705 notificações de dengue e casos suspeitos crescem 625% na UPA e no PAI

Casos suspeitos nas unidades de pronto-atendimento já registram aumento de 625% no comparativo entre janeiro de 2025 e 2026

A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, por isso outra importante medida de prevenção é elimiar os focos com água acumulada.
Foto: Marcos Filho / Secom Araguaína

Com o constante aumento no número de casos de dengue registrados no município, a Prefeitura de Araguaína intensificou o trabalho de fiscalização contra focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti em toda a cidade. De acordo com o último relatório divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, até o momento 705 casos foram notificados pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de Araguaína, sendo 98 já confirmados e 485 casos em investigação. O número é três vezes maior que os do janeiro de 2025, quando foram 218 notificações e 30 confirmações.

“A confirmação dos casos acontece por meio do resultado do teste em amostras coletadas e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de Araguaína. Estes testes podem levar cerca de 10 dias até que os resultados sejam divulgados”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Mariana Parente.

Parte destes casos suspeitos vêm buscando atendimento nas unidades de pronto-atendimento do Município. Os números de janeiro registrados até o momento pelo PAI (Pronto Atendimento Infantil) e UPA (Unidade de Pronto Atendimento) são de 594 casos notificados, um aumento de 625% se comparado a janeiro de 2025, quando o Município registrou 95 casos de dengue notificados nas duas unidades.
 

Combate à Dengue
 

Para conter o avanço da doença, a Prefeitura também está realizando uma ação conjunta com a Vigilância em Saúde, Vigilância Sanitária Municipal, Fiscalização Ambiental e Departamento Municipal de Posturas e Edificações (DEMUPE) para notificar 117 pontos da cidade com registros recorrentes e alto índice de focos do mosquito. As equipes de fiscalização estão realizando visitas aos locais para readequação imediata dos proprietários.

A instalação dos dispositivos do programa Aedes do Bem, iniciado em novembro de 2024, que utilizam uma ferramenta de biotecnologia para o combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti foi crucial para a redução dos números em 2025.

Os dispositivos foram implantados nos setores Rodoviário, Entroncamento, George Yunes, Bela Vista, Jardim das Palmeiras do Norte, Jardim Filadélfia, São João, Morada do Sol 2, Setor Urbanístico, Setor Vitória, Jardim Itatiaia, Setor Aeroporto, Parque Sonhos Dourados e Vila Nova. De acordo com o monitoramento do CCZ, houve queda de até 90% do número de casos da doença nestes bairros. Atualmente o programa está em fase de renovação de contrato.

Os bairros com aumento do número de casos neste início de ano são: Monte Sinai, Jardim Paulista, São João, Araguaína Sul, Nova Araguaína, Vila Azul, Jardim dos Ipês I e II e Lago Azul I e III.
 

Risco de contaminação
 

Dentro de uma residência, uma fêmea do Aedes aegypti é capaz de picar até cinco pessoas, podendo transmitir a dengue, febre amarela, chikungunya ou zika. Os ovos do mosquito são de extrema resistência e podem se manter por 300 a 400 dias em qualquer recipiente sem água.

Durante a reprodução do mosquito, se a fêmea estiver infectada com algum vírus, ao colocar seus ovos, pelo menos 60% das larvas também já estarão contaminadas.

“Por isso é necessário o apoio da população no combate ao mosquito, dedicar alguns minutos para verificar possíveis criadouros e eliminá-los. O mosquito precisa de uma pequena quantidade de água parada para se proliferar, acúmulo de água parada, especialmente em quintais, calhas, caixas d’água, vasos de plantas e recipientes descartáveis devem ser pontos de alerta”, reforça Mariana Parente.