Ação Policial

Família cobra agilidade na investigação de acidente que matou biomédica grávida em Araguaína

Advogada aponta demora na conclusão do laudo pericial e cobra medidas cautelares quase um mês após a colisão.

Myllena Ferreira de Amorim, biomédica e empresária, morreu após colisão de trânsito em Araguaína; ela estava grávida de seis meses.
Foto: Reprodução Redes Sociais Myllena Amorim

Faltando cinco dias para completar um mês do acidente que matou a biomédica Myllena Ferreira de Amorim (27 anos), que estava grávida de seis meses, em Araguaína, a família da vítima cobra celeridade nas investigações e adoção de medidas judiciais no caso.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (11), a advogada Kátia da Silva Machado, que representa os familiares, manifestou “profunda preocupação” com a condução do inquérito.

Segundo ela, imagens de câmeras de segurança demonstrariam que a condutora da caminhonete Hilux avançou a sinalização de pare no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua 11, no Setor Coimbra, provocando a colisão fatal.

Dinâmica do acidente

O acidente ocorreu na noite do dia 16 de janeiro. Myllena seguia de motocicleta pela Avenida Brasil, via preferencial, quando foi atingida lateralmente.

Ela foi socorrida pelo Samu e levada ao Hospital Regional de Araguaína, mas morreu durante a madrugada do dia 17. O bebê também não resistiu.

Questionamentos da defesa da família

De acordo com a advogada, apesar da gravidade dos fatos, o laudo pericial ainda não foi concluído ou entregue oficialmente. A defesa também questiona a ausência de medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da condutora envolvida.

“A inércia institucional diante de um caso tão grave compromete a credibilidade do sistema de justiça, aprofunda a dor da família e transmite à sociedade a mensagem inaceitável de que vidas podem ser ceifadas sem que medidas mínimas de responsabilização sejam adotadas com a urgência necessária”, diz trecho da nota.

Ainda segundo a nota, a família pede atuação “firme, célere e efetiva” do Ministério Público e das autoridades competentes, para “assegurar a responsabilização de Iosnete Pereira de Sousa e impedir que novas tragédias ocorram”.

Investigação e posicionamentos

No dia do acidente, a condutora da caminhonete, de 48 anos, permaneceu no local, prestou socorro e não apresentava sinais de embriaguez, segundo a Polícia Militar.

A perícia técnica foi acionada para apurar as circunstâncias da colisão. A defesa de Iosnete Pereira de Sousa não se pronunciou até o momento.

O espaço segue aberto. O portal Araguaína Notícias solicitou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) sobre o andamento das investigações.

A pasta informou em nota que:

  “O caso está em tramitação na 26ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaína e corre em sigilo, a fim de não comprometer o resultado das investigações. Nesse sentido, novas informações sobre o caso serão divulgadas em tempo oportuno.”

Quem era Myllena

Myllena Ferreira de Amorim era biomédica, pós-graduanda em estética avançada e proprietária da clínica Beleza e Vida. A morte dela e do bebê gerou forte comoção nas redes sociais e entre amigos e familiares.