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Funcionário de confiança desviou R$ 100 mil em quatro anos com golpe do Pix em Paraíso; PC apreende bens

Suspeito usava cargo de gerente para pedir transferências a clientes para conta pessoal; com salário de R$ 10 mil, ostentava bicicleta avaliada em R$ 50 mil

Polícia Civil investiga esquema milionário de desvio de dinheiro em Paraíso
Foto: DICOM SSP TO

Na tarde desta quinta-feira, 26, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 62ª Delegacia de Polícia Civil de Paraíso do Tocantins, deflagrou uma operação com o objetivo de dar cumprimento a mandado de busca e apreensão  na residência de um indivíduo,apontado como sendo o autor de uma série de golpes, que geraram prejuízos superiores a R$ 100 mil reais, contra a empresa que trabalhava. 

Coordenada pelo delegado chefe da 62ª DP, Bruno Monteiro Baeza, a ação resultou na apreensão de diversos itens de valor, dentre eles, uma  bicicleta, avaliada em mais de R$ 50 mil reais, que o investigado, de iniciais D.T.L., teria adquirido com o dinheiro desviado da empresa da qual era gerente. 

Como funcionava o esquema criminoso 

O delegado Baeza destaca que os fatos passaram a ser investigados depois que o representante da empresa procurou a Polícia Civil a fim de informar sobre possíveis desvios que estariam ocorrendo na empresa de locação de transportes. “De imediato, foi instaurado inquérito policial a fim de apurar o crime de furto qualificado por abuso de confiança em continuidade delitiva, onde restou apurado que desde o ano de 2022, o investigado, que trabalhava no setor de vendas, estaria se utilizando da função de confiança que detinha e desviando valores, que eram depositados em sua conta pessoal”, disse a autoridade policial. 

Com o aprofundamento dos trabalhos investigativos, a equipe da 62ª DP, constatou que o indivíduo dizia aos clientes que fizessem os pagamentos diretamente em sua conta pessoal, pois alegava que a contra da empresa estaria com algum tipo de problema. Com esse expediente, o homem recebeu dezenas de transferências via pix, que até o momento, totalizam mais de R$ 92 mil reais. Porém, esse valor pode superar os R$ 100 mil reais. 

Estilo de vida incompatível com a renda 

As investigações também demonstraram que durante cerca de quatro anos, o funcionário de confiança, que tinha um salário de cerca de R$ 10 mil reais, passou a ostentar um estilo de vida incompatível com sua renda. “Chama a atenção o fato de que este homem investigado adquiriu diversos itens que são incompatíveis com seus rendimentos, reforçando a suspeita da prática delituosa”, frisou. 

Busca e apreensão 

Diante dos fatos, o delegado Beza representou, junto ao Poder Judiciário, pelo mandado de busca e apreensão, visando justamente apreender esses produtos e objetos comprados com proveito do crime, no intuito de assegurar o futuro ressarcimento à vítima. Assim, durante o cumprimento da ordem judicial deferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Paraíso, os policiais civis localizaram e apreenderam na residência do suspeito, vários itens, que contribuirão para o ressarcimento à vítima. 

Pedido de Bloqueio de bens e valores 

Durante a manifestação na Justiça, a Polícia Civil também representou por outras medidas cautelares com o objetivo de bloquear valores que porventura possam estar nas contas dos investigados, fato que foi deferido pelo Judiciário, bem como pela apreensão de dispositivos móveis de comunicação e armazenamento de informações. 

As investigações continuam para que a Polícia Civil possa determinar com exatidão toda a extensão dos atos criminosos e apurar o prejuízo total dos golpes. A operação foi conduzida pela equipe da 62ª DP, e contou com apoio técnico e operacional da 6ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (6ª DEIC - Paraíso).

 O delegado Bruno Baeza ressalta a importância da ação, onde crimes em continuidade delitiva que estavam sendo praticados por um funcionário, mediante abuso de confiança, foram descobertos e interrompidos. 

“A Polícia Civil faz um alerta a empresários de qualquer setor para que acompanhem as movimentações financeiras com rigor, a fim de não cair em golpes dessa natureza. De igual modo, alertamos os clientes para que se certifiquem de que estejam fazendo pagamentos e transferências de valores nas contas oficiais das empresas e desconfiem de narrativas, onde algum funcionário peça que montantes sejam enviados para suas contas pessoas”, pontuou.