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HDT recebe nova turma da Residência Médica e obtém autorização para formação em Nefrologia e Neonatologia

11 ingressantes participaram de momento de integração junto aos gestores e preceptores

Novos residentes e médicos fellows participam de recepção no auditório do HDT-UFNT, marcando o início do ciclo de formação em 2026.
Foto: Ascom HDT/Ebserh

Nesta segunda-feira (02), o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, recepcionou nove médicos residentes matriculados nos programas de Clínica Médica (2), Infectologia (2), Medicina de Família e Comunidade (1), Medicina Intensiva (2) e Pediatria (2), além de dois médicos angolanos que cursarão a especialização em Clínica Médica (1) e Infectologia (1).

O evento, realizado no auditório da unidade, marca o início de um novo ciclo de formação de especialistas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).Para a chefe do Setor de Gestão do Ensino do HDT-UFNT, Roberta Kelly Ferreira, o hospital tem o papel central na formação dos especialistas.

“A instituição oferece contato direto com casos complexos e raros, além do manejo de pacientes imunossuprimidos. O residente participa de decisões em situações críticas e de discussões clínicas multidisciplinares, sempre com preceptoria especializada e incentivo permanente à produção científica”, ressalta.

Segundo ela, a rotina será intensa, sobretudo nas enfermarias e ambulatórios.

“Os residentes terão contato com diferentes realidades sociais e vivência prática que contribui para a formação humana e profissional. Ao longo do programa, desenvolvem autonomia de forma progressiva, sempre com supervisão qualificada", afirma.

Desde 2020, o ingresso nos programas de residência no Brasil é realizado por meio do Exame Nacional de Residência (Enare), que é aplicado pela Ebserh, instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Na última edição, o exame ofereceu 11.329 vagas para 138.974 profissionais inscritos de todo o país.

O coordenador da Comissão de Residência Médica, Márcio Miranda Brito, destaca a relevância da formação oferecida pelo programa.

"A residência médica continua sendo o padrão ouro da pós-graduação médica. As residências seguem um padrão de formação diferenciado em relação às pós-graduações lato sensu. Os residentes optaram pelo melhor caminho para a especialização, pois contam com a maior carga horária e com uma formação que integra teoria e prática assistencial no dia a dia."

Programas de Residência

O HDT possui sete Programas de Residência Médica, com 12 vagas distribuídas nas seguintes especialidades: Clínica Médica; Infectologia; Medicina de Família e Comunidade; Oftalmologia; Pediatria; Medicina Intensiva Pediátrica; Medicina Intensiva. E como novidade, o HDT recebeu autorização recentemente para desenvolver os Programas de Residência Médica em Nefrologia e Neonatologia. Ingressante no programa de Pediatria, Marina Lopes destacou a realização de iniciar a especialização em um hospital universitário.

“Sempre tive uma ligação muito forte com crianças. Antes mesmo da medicina, já atuava com assistência social voltada para crianças e adolescentes, e foi nesse contato que percebi que poderia contribuir ainda mais por meio da área médica. A Pediatria foi uma escolha muito natural para mim. Minhas expectativas são de muito crescimento, aprendizado e trabalho em equipe. Quero aproveitar a troca com outras especialidades e, no futuro, quem sabe seguir para uma subespecialidade”, afirmou.

Fellowship internacional

A estatal participa do Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde Brasil–Angola, coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores.

A iniciativa promove o intercâmbio de conhecimentos entre os países, fortalecendo o sistema de saúde angolano no enfrentamento de doenças infecciosas, epidemias e emergências sanitárias. No HDT, a modalidade ofertada é o fellowship, modelo de formação complementar que integra prática assistencial imersiva, pesquisa e atividades de ensino.

O médico angolano Jairo Feliciano, que ingressou como fellow em Clínica Médica, ressaltou a importância da experiência.

“A expectativa é muito alta, especialmente por se tratar de um hospital de referência em doenças tropicais e infecciosas, que oferecem uma base sólida para a Clínica Médica. Meu objetivo é absorver o máximo de conhecimento possível durante esse período. Depois, ao retornar a Angola, pretendo compartilhar o que aprendi e contribuir para o fortalecimento do sistema de saúde do meu país”, destacou.

Boas-vindas aos novos profissionais

A recepção contou com uma programação durante todo o dia 02, se estendendo até esta terça-feira, 03, com o objetivo de apresentar o funcionamento e as rotinas assistenciais do hospital, explicando sobre os principais pilares, que são o ensino, a pesquisa e a assistência, bem como os direitos e deveres dos residentes.