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Homem é condenado a 65 anos de prisão por sucessivos estupros a três sobrinhas em Araguaína

Sentença acolheu a denúncia apresentada pelo MPTO e reconheceu a prática de sucessivos abusos cometidos ao longo de quase uma década

Os crimes começaram a ser revelados apenas em 2026.
Foto: Ilustrativa Gemini

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) obteve a condenação de um homem de 45 anos, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de estupro de vulnerável praticados contra três sobrinhas na região de Araguaína.  A justiça  reconheceu a prática de sucessivos abusos cometidos ao longo de quase uma década, quando as vítimas eram crianças e adolescentes.

Conforme o promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro, da 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína, a primeira vítima sofreu o abuso aos 10 anos de idade, em 2016.  A segunda foi violentada entre os 9 e os 14 anos e a terceira foi vítima de abusos reiterados entre os 7 e os 9 anos.

Os crimes começaram a ser revelados apenas em 2026. Na época, as meninas eram sobrinhas do réu  e criaram coragem para contar o que aconteceu, apenas após ouvirem relatos de uma outra criança da família que também teria sofrido abusos sexuais praticados por outra pessoa. 

Segundo a denúncia do MPTO, os abusos começaram com toques sem consentimento e evoluíram para conjunções carnais repetidas, principalmente aos fins de semana, quando o condenado aproveitava a disposição dos cômodos da chácara da família para cometer os crimes.

Em decorrência da violência sofrida durante a infância, as crianças desenvolveram quadros de ansiedade, depressão, dificuldades de aprendizagem e prejuízos nas relações interpessoais. Atualmente, realizam tratamento psicológico e psiquiátrico.

Durante o julgamento, a defesa pediu a absolvição por insuficiência de provas e sustentou a hipótese de falsas memórias. A tese, porém, foi afastada pela Justiça diante da consistência dos depoimentos prestados pelas vítimas por meio da escuta especializada e dos laudos periciais que confirmaram a existência de lesões compatíveis com os abusos.

Além da pena de prisão e da manutenção da prisão preventiva do condenado, a Justiça acolheu pedido do Ministério Público e fixou indenizações por danos morais às vítimas, que somam R$ 13mil. O condenado foi preso preventivamente em março deste ano.