O Colegiado de Juízes da 1ª Vara Criminal de Miracema decretou a prisão de 23 policiais militares suspeitos de envolvimento numa chacina ocorrida no ano de 2022 em Miracema. A decisão foi cumprida na manhã desta sexta-feira, 8, durante operação deflagrada pela Polícia Civil.
De acordo com a SSP-TO, a operação da PC visou cumprir 23 mandados de prisão preventiva e um mandado de afastamento das funções públicas contra suspeitos de participação na chacina e no ataque a uma delegacia da Polícia Civil na cidade de Miracema em fevereiro de 2022.
“Os alvos são policiais militares que, conforme as investigações, foram responsáveis por seis mortes ocorridas na cidade”, informou a SSP-TO. Frisou ainda que a investigação concluiu que os crimes, ocorridos entre os dias 4 e 5 de fevereiro de 2022, estão relacionados ao homicídio de um policial militar.
No dia 4 de fevereiro de 2022, o PM Anamon Rodrigues de Sousa, de 38 anos, morreu durante uma troca de tiros numa plantação de mandioca em Miracema. Na mesma noite, Valbiano Marinho da Silva, suspeito de matar o PM, foi assassinado.
Já na madrugada de sábado, 5 de fevereiro de 2022, um grupo de encapuzados invadiu a Delegacia de Miracema e matou Manoel Soares da Silva e Edson Marinho da Silva, pai e irmão do suspeito de matar o PM.
No dia seguinte, mais três corpos foram encontrados no loteamento Jardim Buriti, em Miracema. Eles foram identificados como Aprigio Feitosa da Luz, de 24 anos, Gabriel Alves Coelho, de 21 anos, e Pedro Henrique de Sousa Rodrigues, de 18 anos.
De acordo com o G1 Tocantins, os militares investigados deverão se apresentar nesta sexta-feira (8) na sede do Comando Geral da PM, em Palmas. “A medida foi negociada entre o Ministério Público Estadual (MPTO) e o comando da polícia. Depois, eles serão levados para a Delegacia Geral da Polícia Civil”, frisa a publicação.
A Polícia Militar do Tocantins informa que tomou conhecimento da decisão judicial que determinou o cumprimento de medidas cautelares em desfavor de policiais militares, incluindo mandados de prisão preventiva e medida de afastamento das funções públicas, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado do Tocantins.
A Corporação esclarece que acompanha o caso por meio da Corregedoria-Geral da PMTO, prestando o apoio institucional necessário ao cumprimento das determinações judiciais e às autoridades responsáveis pela investigação.
A Polícia Militar do Tocantins reafirma que não compactua com quaisquer desvios de conduta praticados por seus integrantes, mantendo o compromisso permanente com a legalidade, a ética, a disciplina e a transparência institucional.
Ressalta-se que os fatos são objeto de apuração pelos órgãos competentes, sendo assegurados aos envolvidos o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, conforme prevê a legislação vigente.
A Polícia Militar do Tocantins seguirá colaborando com as instituições responsáveis, reafirmando seu compromisso com a preservação da ordem pública, da credibilidade institucional e da confiança da sociedade tocantinense.




