Política

Max Fleury amplia articulações, recebe adesões e se fortalece para a reeleição da presidência da Câmara

Com apoio declarado de Matheus Mariano e Israel da Terezona, presidente do Legislativo consolida base e reduz espaço para candidaturas alternativas na disputa de junho.

O presidente Max Fleury (MDB) ao lado dos vereadores Matheus Mariano e Israel da Terezona, que declararam apoio à sua reeleição.
Foto: Divulgação
A eleição para a presidência da Câmara de Araguaína, marcada para junho, começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores. E, ao que tudo indica, o presidente Max Fleury (MDB) avança para a reeleição com terreno cada vez mais pavimentado.
 
Cotados nos últimos dias como possíveis alternativas dentro do próprio grupo político, os vereadores Matheus Mariano e Israel da Terezona optaram por encerrar qualquer especulação e declararam apoio a Fleury. A sinalização foi dada em entrevista à coluna CT, do jornalista Cleber Toledo, e teve efeito imediato no ambiente político: o movimento reforça a leitura de que a base governista tende à unidade.
 
Nos corredores da Câmara, o gesto é interpretado como reconhecimento da articulação construída por Fleury desde que assumiu a presidência. Eleito vereador em 2024 e escolhido presidente da Casa em janeiro de 2025 por maioria, Max adotou uma postura de aproximação institucional com o prefeito Wagner Rodrigues.
 
Hoje, é visto como um dos principais líderes da base aliada. Mais que isso: conseguiu estabelecer diálogo com parlamentares que, até pouco tempo, figuravam na oposição declarada ao Paço Municipal. A construção desse ambiente de estabilidade interna é apontada por aliados como um dos diferenciais do atual presidente.
 
A estratégia tem sido clara garantir previsibilidade no funcionamento da Casa, reduzir tensionamentos e manter a Câmara como espaço de equilíbrio político. O resultado é que Fleury chega à pré-disputa com apoio ampliado e pouca resistência visível.
 
Outro ponto que pesa a favor do presidente é a sinalização de foco. Ele já declarou que não pretende disputar eleições em 2026, o que diminui desconfianças sobre uso político do cargo e reforça o discurso de dedicação exclusiva ao Legislativo municipal e ao desenvolvimento de Araguaína.
 
Com os movimentos desta semana, o cenário começa a se desenhar com mais nitidez: a eleição de junho tende a ser menos sobre confronto e mais sobre consolidação.
 
Nos bastidores, a avaliação é direta Max Fleury transformou a presidência em ativo político e entra na disputa com maioria bem encaminhada.
 
A pergunta que fica agora não é se haverá candidatura, mas se haverá, de fato, espaço para uma alternativa competitiva.