As ondas sonoras fazem parte da vida humana desde a gestação, quando o bebê já é envolvido pelos sons do útero materno. Ao longo da vida, a música acompanha diferentes fases, atuando como estímulo para a regulação do humor, a formação de memórias e outras respostas sensoriais ligadas ao sentido da audição.
No ambiente hospitalar, iniciativas de musicoterapia são respaldadas por estudos internacionais que demonstram benefícios no contexto emocional dos pacientes, desde que aplicadas sob critérios específicos, como níveis adequados de decibéis, características sonoras e tempo de exposição.
No Hospital Municipal de Araguaína (HMA), a musicoterapia integra a programação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), seguindo protocolos que respeitam o quadro clínico de cada paciente.
“Aqui no Hospital Municipal de Araguaína, a musicoterapia faz parte da programação da UTI e ela é sempre suave, adequada à idade e com tempo de duração estabelecido. São fatores que respeitam os quadros clínicos”, comenta a Dra. Elena Medrado, diretora técnica da unidade.
Cuidado além do tratamento clínico
O HMA é uma unidade de saúde de alta complexidade, gerida pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), e desenvolve diversas iniciativas que vão além do cuidado médico técnico, buscando enxergar a criança de forma integral durante o tratamento.
“Nós temos a preocupação de que o nosso paciente receba todas as abordagens que possam auxiliar no tratamento e que todas sejam validadas cientificamente, reduzindo o tempo de hospitalização e proporcionando melhor prognóstico”, destaca Waldemar Cardoso, diretor das unidades do ISAC em Araguaína.
Benefícios da musicoterapia na UTI Pediátrica
A musicoterapia na UTI Pediátrica é considerada uma estratégia terapêutica não farmacológica, segura e humanizada. A prática utiliza a música para promover conforto, bem-estar e apoio emocional às crianças internadas e é acompanhada por uma equipe multidisciplinar, que segue rigorosamente todos os protocolos de biossegurança para garantir que a atividade seja recorrente e benéfica.
Segundo a Dra. Elena Medrado, os resultados observados incluem a redução da ansiedade e do estresse, controle da dor, melhora do sono e do conforto, adaptação ao ambiente hospitalar, fortalecimento do vínculo da criança com a família e melhor enfrentamento de momentos delicados.
“Nós observamos que, nos momentos em que a música começa, nossos pequenos e pequenas entram em um estado mais contemplativo e calmo. A equipe também se beneficia diretamente da iniciativa com a redução do estresse, e a família passa a vivenciar momentos de mais carinho e conforto com o paciente”, finaliza a médica.


