A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins, deflagrou nesta terça-feira (14) a Operação Falsum Imperium, que resultou na prisão de quatro investigados por estelionato virtual e lavagem de dinheiro.
Foram presos R.F.S.N., de 20 anos; D.F.S., de 27 anos; T.I.D.S., de 28 anos; e E.G.S., de 67 anos. Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de um carro e uma motocicleta.
Investigação apontou movimentação de mais de R$ 4 milhões
As investigações tiveram início após denúncias anônimas indicando que um dos suspeitos apresentava um padrão de vida incompatível com a renda declarada.
Com autorização judicial para quebra dos sigilos bancário e telemático, a Polícia Civil identificou indícios de um esquema de fraudes praticado desde 2020, com movimentação superior a R$ 4 milhões provenientes de golpes aplicados pela internet.
Golpes em redes sociais
Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais para anunciar passagens aéreas, animais de alto valor e produtos de grandes varejistas.
Após receber os pagamentos das vítimas, o grupo distribuía os valores entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
A Polícia Civil também identificou práticas de ocultação de patrimônio, como a mistura de recursos lícitos e ilícitos e a pulverização de depósitos e transferências entre diferentes contas.
Durante o período investigado, cerca de R$ 2 milhões ingressaram nas contas bancárias dos investigados sem comprovação da origem dos recursos.
Prisões e continuidade das investigações
Após os procedimentos legais, os quatro investigados foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração da movimentação financeira do grupo.
Origem do nome da operação
O nome Falsum Imperium faz referência a um estabelecimento comercial utilizado por um dos investigados para conferir aparência de legalidade ao patrimônio adquirido, segundo a Polícia Civil.




