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Tocantins tem mais de 40 mil empresas inaptas; Palmas concentra mais de 10 mil

Inadimplência e falta de entrega da declaração anual estão entre as principais causas de irregularidade, especialmente entre os MEIs.

Sebrae orienta empreendedores a manterem as obrigações fiscais em dia para evitar restrições e garantir a regularidade do negócio.
Foto: Divulgação/Assessoria Imprensa - Sebrae/TO

O Tocantins registra 254.615 empresas cadastradas, mas apenas 67.359 permanecem ativas.

Outras 145.711 já foram baixadas e 40.153 encontram-se na condição de inaptas, conforme dados da Base de Empresas do Estado.

O panorama evidencia que milhares de negócios deixaram de cumprir exigências legais e fiscais, comprometendo a permanência regular no mercado.

Situação em Palmas

Em Palmas, a situação também chama atenção.

A capital reúne 83.887 empresas registradas, das quais:

  • 22.853 estão ativas;
  • 49.900 foram baixadas;
  • 10.658 permanecem inaptas.

Entre os Microempreendedores Individuais (MEIs), a perda do enquadramento costuma estar associada principalmente ao não pagamento do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) e à falta de entrega da Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI).

Embora a classificação de empresa inapta possa decorrer de diferentes irregularidades cadastrais e fiscais, a inadimplência tributária e o descumprimento das obrigações acessórias figuram entre as causas mais frequentes para o desenquadramento dos microempreendedores individuais.

Consequências da irregularidade

Criado para incentivar a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empresários, o regime do MEI garante tributação simplificada, cobertura previdenciária, possibilidade de emissão de nota fiscal e melhores condições para contratação de crédito.

Esses benefícios, contudo, dependem da manutenção da regularidade da empresa.

Quando as obrigações deixam de ser cumpridas, os impactos ultrapassam a cobrança de débitos.

O empreendedor pode enfrentar:

  • restrições para emitir notas fiscais;
  • perda de benefícios previdenciários;
  • dificuldades para acessar financiamentos;
  • exclusão do Simples Nacional, passando a recolher tributos por um regime mais oneroso.

Falta de informação ainda é desafio

Para o gerente do Sebrae Tocantins, Amaggeldo Barbosa, os indicadores mostram que muitos empresários ainda concentram esforços apenas na abertura do negócio e deixam em segundo plano a gestão das obrigações legais.

"Abrir uma empresa representa apenas o primeiro passo. A permanência no mercado depende de uma gestão organizada e do cumprimento das obrigações legais. O pagamento do DAS e a entrega da declaração anual fazem parte da rotina de qualquer MEI. Quando essas obrigações são negligenciadas, o empreendedor coloca em risco benefícios importantes e a própria continuidade do negócio." — afirma.

Segundo ele, a irregularidade nem sempre decorre exclusivamente da dificuldade financeira, mas também da falta de informação sobre os deveres do empreendedor.

"Muitos deixam de acompanhar a situação cadastral ou acreditam que, sem movimentação financeira, não precisam entregar a declaração. A informação correta faz diferença e evita que uma obrigação simples resulte em consequências que poderiam ser evitadas" — enfatiza.

Orientação aos empreendedores

O Sebrae Tocantins orienta os empreendedores a consultarem periodicamente sua situação cadastral, manterem o pagamento do DAS em dia e realizarem a entrega da declaração anual dentro do prazo previsto pela Receita Federal.

Quem já possui pendências ainda pode regularizar a empresa por meio do pagamento ou parcelamento dos débitos, reduzindo o risco de penalidades mais severas.

Além do atendimento presencial em suas unidades, a instituição disponibiliza consultorias, capacitações e orientações especializadas para fortalecer a gestão financeira, tributária e administrativa dos pequenos negócios.

Amaggeldo Barbosa ressalta ainda que a organização fiscal faz parte da estratégia de crescimento de qualquer empreendimento.

"Empreender exige planejamento. O empresário precisa dedicar atenção não apenas às vendas, mas também à saúde financeira e à regularidade da empresa. Um negócio organizado transmite credibilidade, amplia oportunidades de crescimento e reduz riscos que podem comprometer anos de trabalho" — conclui.


Edição
Wendy Lanna Moreira