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Alto estresse financeiro atinge 47% dos brasileiros e acende alerta nas empresas

Vólus avalia como benefícios alinhados à rotina dos trabalhadores podem apoiar estratégias de bem-estar e gestão de pessoas

A pressão financeira tem levado empresas a olharem para os benefícios corporativos com mais atenção
Foto: Divulgação
A dificuldade para fechar as contas do mês não fica restrita à vida fora do trabalho. Ela aparece na concentração, no sono, na produtividade e na forma como o trabalhador atravessa a própria rotina. Uma pesquisa da Anbima, em parceria com o Datafolha, aponta que 47% dos brasileiros relatam alto estresse financeiro, enquanto 48% dizem conviver com nível médio de tensão ligada ao dinheiro.
 
O levantamento também mostra que 37% perdem o sono por causa das finanças e 49% trabalham em excesso para conseguir pagar as contas.
 
A pressão financeira tem levado empresas a olharem para os benefícios corporativos com mais atenção, especialmente aqueles ligados a despesas essenciais, como alimentação, mobilidade e organização da rotina.
 
Quando bem estruturados, esses recursos podem trazer mais previsibilidade ao dia a dia dos colaboradores e reduzir parte das tensões práticas que pesam no orçamento familiar.
 
A discussão também se aproxima do debate sobre saúde mental no trabalho. Dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos relacionados à saúde mental no trabalho passaram de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024. O dado reforça a necessidade de estratégias mais consistentes de cuidado dentro das organizações.
 
Para Valteir Rezende, gerente regional da Vólus, as empresas precisam compreender melhor a rotina das equipes antes de definir quais soluções oferecer.
 
“Quando o benefício conversa com as necessidades reais do trabalhador, ele ajuda a organizar o dia a dia. Isso não ocupa o lugar do cuidado médico, psicológico ou de uma cultura saudável, mas pode aliviar pressões concretas, como alimentação, deslocamento e gestão de despesas”, explica.
 
A escolha dos benefícios deve considerar o perfil dos colaboradores, a jornada, a localização e os custos que mais impactam cada equipe. Quem depende de longos deslocamentos, por exemplo, sente o orçamento de uma forma diferente de quem trabalha perto de casa ou em modelo híbrido.
 
Em empresas com times distribuídos em várias cidades, soluções mais flexíveis também podem ajudar a aproximar o benefício da realidade de cada trabalhador.
 
Segundo Valteir, benefícios corporativos funcionam melhor quando fazem parte de uma política mais ampla de cuidado.
Saúde mental no trabalho também envolve liderança, respeito, carga adequada e ambiente seguro. Os benefícios entram como uma camada de apoio, porque dão mais previsibilidade a pontos que influenciam a rotina do trabalhador e sua relação com a empresa”, orienta.
 
Para a Vólus, revisar os benefícios a partir da vida real das equipes é uma forma de tornar a gestão de pessoas mais próxima dos desafios que atravessam o expediente.