Educação

Cinco escolas de Araguaína recebem prêmio da Seduc por práticas pedagógicas de combate ao racismo

Unidade Benedito Canuto Braga conquistou 2º lugar no estado com práticas que integram história e cultura afro-brasileira e indígena ao currículo escolar

O Selo Escola Antirracista do Tocantins foi criado em 2025 e tem como objetivo fundamental instituições que realizam ações concretas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial no contexto educacional
Foto: SEMED Araguaína

A Secretaria de Educação do Tocantins divulgou o resultado da edição do Selo Escola Antirracista do Estado, onde cinco primeiras escolas municipais de Araguaína foram premiadas. O selo valoriza práticas pedagógicas voltadas para a promoção da equidade racial e ao enfrentamento do racismo no ambiente escolar.

Entre os destaques, está a Escola Municipal Benedito Canuto Braga, que alcançou o 2º lugar no estado, após implementar uma série de práticas dentro do ambiente escolar, incluindo a inserção da história e cultura afro-brasileira e indígena nas ações escolares, incluindo eventos com a participação de membros da comunidade indígena, ampliação do acervo de livros temáticos na biblioteca e o desenvolvimento de ações sobre a identidade, diversidade e combate ao racismo estendendo-se para além do Dia da Consciência Negra e Dia dos Povos Indígenas.

A implementação dessas iniciativas partiu da necessidade de formar alunos mais conscientes, promovendo o respeito à diversidade e o combate ao racismo de forma contínua no ambiente escolar. Ao integrar a história e cultura afro-brasileira e indígena ao planejamento pedagógico, com ações que envolvem toda a comunidade escolar, foi possível fortalecer a identidade dos estudantes e tornar o aprendizado mais significativo. Como resultado, observamos um ambiente mais acolhedor, com relações mais respeitosas, maior engajamento dos alunos e desenvolvimento de uma consciência social mais crítica no dia a dia da escola

— diz Ivanete Milhomem, diretora da Escola Municipal Benedito Canuto Braga.

As unidades escolares José Gomes Sobrinho, no setor Monte Sinai; Escola Municipal Moderna Professora Maria dos Anjos Carreiro, no setor Barros; a Escola Municipal Domingos Sousa Lemos, no Jardim das Flores; e o CEI Nossa Senhora dos Milagres, no setor Itaipú, também teve destaque no Selo Escola Antirracista, apresentando uma série de práticas educativas voltadas à valorização da diversidade e à construção de uma educação mais inclusiva.

Este resultado evidencia nosso compromisso e a qualidade das ações desenvolvidas pelas equipes escolares de Araguaína no combate ao racismo, assim como igualdade racial e outros projetos que valorizam o estudante de forma igualitária. As escolas de Araguaína foram pensadas para serem um ambiente seguro e de desenvolvimento intelectual, onde uma criança é valorizada e começa a ser formada como cidadão crítico, participativo e inserido no mundo globalizado

— acrescentou a secretária de educação de Araguaína, Marzonete Duarte.

O Selo Escola Antirracista do Tocantins foi criado em 2025 e tem como objetivo reconhecer instituições que desenvolvem ações concretas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial no contexto educacional.

Para obter o selo, as escolas precisam comprovar a implementação de ações como projetos pedagógicos que incluem a história e cultura afro-brasileira e indígena no currículo, eventos e diálogos sobre a temática racial, a análise de dados educacionais com foco na população negra e fomento ao protagonismo de estudantes e educadores, negros além da criação de diretrizes para identificar e responder a incidentes de racismo dentro da unidade.

Trabalho contínuo

A Prefeitura de Araguaína tem consolidado o combate ao racismo na rede municipal de ensino por meio de um conjunto de ações pedagógicas e institucionais, com destaque para o projeto “Araguaína Diz Não ao Racismo” realizado em parceria com a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), promovendo a capacitação contínua de educadores e ciclos de debates que levam o letramento racial diretamente para as salas de aula.

Além disso, o município articulado com a criação do Conselho de Promoção da Igualdade Racial, está formalizando protocolos de resposta a casos de discriminação e garantindo o cumprimento das leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da região.