O Dia Mundial da Hipertensão Arterial é lembrado anualmente em 17 de maio. A finalidade da data é alertar para os riscos e as consequências da doença, conscientizando a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo.
Por isso, o médico cardiologista Deuslírio Feliciano, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à HU Brasil, chama atenção para os impactos da hipertensão arterial quando não há controle adequado da doença, principalmente por se tratar de uma condição que, na maioria das vezes, não apresenta sintomas.
“É muito importante ter em vista a prevalência da doença e o aumento do risco cardiovascular gerado por ela. Portanto, é preciso adotar medidas preventivas e realizar o acompanhamento da pressão arterial”, ressalta.
Fatores de risco
Segundo o especialista, a doença resulta da combinação de diversos fatores, podendo, em muitos casos, ser herdada dos pais.
No entanto, o estilo de vida do paciente também exerce grande influência na melhora ou no agravamento dos níveis de pressão arterial. Entre os fatores de risco estão o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, a obesidade, o excesso de colesterol, a ingestão elevada de sal, o estresse e o sedentarismo.
Doença silenciosa
Embora a chamada pressão alta não tenha cura, o tratamento adequado e a adoção de medidas como a prática regular de exercícios físicos e a mudança de hábitos alimentares são essenciais para o controle da condição.
“A hipertensão arterial é considerada uma das doenças crônicas mais comuns do mundo e, em boa parte dos casos, é silenciosa, algo que chama a atenção, porque os pacientes acabam não a considerando tão importante justamente pela ausência de sintomas na maioria das vezes”, alerta Deuslírio.
Atividade física recomendada
De acordo com o cardiologista, os hábitos saudáveis mais recomendados atualmente começam pelo controle do consumo de sal, além da prática regular de exercícios físicos, com pelo menos 150 minutos semanais de intensidade moderada.
“A atividade moderada seria semelhante a uma caminhada rápida, na qual não é possível conversar com outra pessoa enquanto se caminha. Essa é uma boa referência para o paciente hipertenso. Vale lembrar que esse é o mínimo em que se observou benefício, mas, quanto mais a pessoa puder se exercitar, melhor”, recomenda.
Dieta e alimentação
Outro ponto destacado pelo cardiologista para ajudar no controle da pressão arterial é a necessidade de melhorar a qualidade da alimentação, reduzindo o consumo de gorduras saturadas, priorizando carnes brancas e vegetais em geral, além de aumentar a ingestão de fibras, cálcio e potássio.
“Também é importante evitar fatores de estresse e o consumo de álcool. Vale lembrar que, para os homens, a ingestão de cerca de duas doses de álcool já pode provocar oscilação da pressão arterial; para as mulheres, basta uma dose. Portanto, são questões que realmente precisam ser consideradas”, reforça.
Acompanhamento médico
A hipertensão arterial pode ser controlada por meio da manutenção de um estilo de vida adequado.
“O que indico é realizar acompanhamento rotineiro com o médico da família, para monitorar a pressão arterial e outros fatores de risco, como colesterol, glicemia e hábitos de vida. É importante estar próximo do seu médico, algo a que a população deve estar sempre muito atenta, porque, caso a pressão não seja controlada e a pessoa permaneça por longos períodos com níveis acima da meta recomendada, poderá desenvolver complicações cardiovasculares. De forma geral, há aumento do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto, piora da função renal, lesão ocular e diversos outros danos aos órgãos decorrentes da pressão elevada. Por isso, o controle é fundamental”, adverte o cardiologista.
Sobre a HU Brasil
O HDT-UFNT faz parte da Rede HU Brasil desde 2015. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh.
Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
A estatal é responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.




