A Polícia Civil indiciou um homem de 30 anos suspeito de abusar sexualmente de um jovem de 21 anos após uma festa realizada em Paraíso do Tocantins. O crime ocorreu na madrugada do dia 9 de maio e foi investigado pela 63ª Delegacia de Polícia da cidade.
Segundo a, a vítima saiu do evento em estado de embriaguez e foi levada para a casa de uma colega de trabalho. O suspeito, que também conhecia a mulher do ambiente profissional, acompanhou os dois até a residência.
De acordo com o delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, o homem teria se aproveitado do estado de vulnerabilidade da vítima para cometer o abuso enquanto o jovem estava desacordado e sem condições de reagir.
O caso foi denunciado na manhã seguinte, quando o jovem percebeu o que havia acontecido e procurou a Polícia Civil. A investigação apontou que a vítima não tinha condições de consentir com os atos praticados.
Ainda segundo a polícia, durante o interrogatório, o investigado apresentou informações que reforçaram a conclusão de que o jovem estava incapacitado no momento do crime.
“ Durante aquela madrugada, aproveitando-se da situação de embriaguez e inconsciência da vítima, o autor praticou atos libidinosos contra o jovem. Em razão de seu estado, o ofendido não tinha qualquer condição de reagir ou impedir a ação criminosa. Somente na manhã seguinte, ao perceber o ocorrido, a Polícia Civil foi procurada e as investigações tiveram início ”
— explicou a autoridade policial.
O suspeito foi indiciado por estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
O delegado afirmou que a investigação foi concluída rapidamente e destacou que crimes sexuais não serão tolerados, independentemente do perfil da vítima.
“ Trata-se de um crime gravíssimo, em que a vítima, sem qualquer possibilidade de defesa, foi abusada sexualmente por alguém que, em tese, estava ali para ajudá-la. As investigações da Polícia Civil demonstraram a verdade dos fatos e o indiciamento do autor serve também como alerta de que nenhum tipo de abuso sexual, seja contra mulheres ou homens, será tolerado ”
— frisou.




