O comércio exterior do Tocantins manteve trajetória de crescimento no primeiro semestre de 2026. As exportações do estado somaram US$ 1,9 bilhão, resultado 20,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
As importações também avançaram, atingindo US$ 192,6 milhões, um aumento de 52,3%. Com esse desempenho, o saldo da balança comercial tocantinense alcançou um superávit de US$ 1,7 bilhão, crescimento de 17,4% em comparação ao primeiro semestre do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30, pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO).
No cenário nacional, o Tocantins manteve a 15ª posição entre os estados exportadores, com participação de 1,1% das exportações brasileiras, e permaneceu na 22ª colocação nas importações, respondendo por 0,14% do total nacional. Na Região Norte, o estado ocupou a terceira posição nas exportações, com participação de 11%, e a quarta colocação nas importações, representando 1,1% do total regional.
A soja permaneceu como o principal produto da pauta exportadora tocantinense, movimentando US$ 1,1 bilhão, equivalente a 59,8% das vendas externas do estado e crescimento de 11,6% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Na sequência aparecem a carne bovina, com US$ 323,3 milhões (17% de participação e alta de 19,5%), e o ouro, que alcançou US$ 152,5 milhões, registrando expressivo crescimento de 108,9% e participação de 8%.
Também figuram entre os principais produtos exportados os farelos de soja e outros alimentos para animais, além de animais vivos, principalmente bovinos destinados à recria, engorda e abate. Juntas, essas cinco categorias responderam por 94,2% de toda a pauta exportadora do Tocantins no período.
Indústria mantém papel estratégico
A indústria segue desempenhando papel estratégico no comércio exterior estadual. A indústria de transformação respondeu por 33,83% das exportações, totalizando US$ 644,7 milhões, com destaque para carne bovina, ouro, farelos de soja e alimentos para animais.
Já a indústria extrativa exportou aproximadamente US$ 495 mil, principalmente em minérios de cobre. Somados, os dois segmentos industriais representaram 33,86% das exportações tocantinenses no primeiro semestre.
Importações
Nas importações, os adubos e fertilizantes permaneceram na liderança, somando US$ 113,3 milhões e respondendo por 58,8% da pauta importadora do estado. Em seguida aparecem os produtos residuais de petróleo e materiais relacionados, com US$ 12,8 milhões e participação de 6,6%.
A China manteve a liderança como principal parceiro comercial do Tocantins, tanto nas exportações quanto nas importações. Juntamente com outros quatro países, respondeu por 78,1% das vendas externas e 69,1% das compras internacionais realizadas pelo estado no período.
Os portos de São Luís (MA) e Santos (SP) concentraram a maior parte da movimentação do comércio exterior tocantinense, sendo responsáveis, juntos, por 77,9% das exportações e 61,3% das importações.
Municípios
Entre os municípios exportadores, Porto Nacional liderou o ranking, com US$ 362 milhões em vendas externas, impulsionadas principalmente pela soja, milho e derivados da extração do óleo de soja. Na sequência aparecem Santa Rosa do Tocantins, Almas, Palmas e Campos Lindos.
No ranking das importações, Palmeirante ocupou a primeira posição, com US$ 66,3 milhões, resultado impulsionado pela compra de adubos e fertilizantes. Palmas, Miranorte, Lagoa da Confusão e Porto Nacional completam a lista dos cinco municípios que mais importaram no primeiro semestre de 2026.




