Renan Barros fugiu na noite de Natal do presídio em Cariri do Tocantins, no sul do estado.
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Um homem apontado como serial killer e foragido do sistema prisional do Tocantins foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (24/04) no município de Breu Branco, no sudeste do Pará. A vítima foi identificada como Renan Barros da Silva, condenado a 72 anos de prisão por homicídios e ocultação de cadáver.

O corpo foi localizado no quintal de uma residência, com dezenas de ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e sinais de espancamento. As circunstâncias do crime ainda são investigadas pelas autoridades locais.

Renan Barros da Silva era considerado de alta periculosidade. Ele havia sido condenado por três homicídios e ocultação de cadáver, além de ser apontado pela polícia e pelo Ministério Público como um serial killer. O homem também teria ligação com uma organização criminosa de atuação nacional, originária do estado de São Paulo.

A morte de Renan levanta suspeitas sobre possível acerto de contas, hipótese que não é descartada pelas autoridades. A Polícia Civil do Pará deve conduzir as investigações para esclarecer a autoria e a motivação do crime. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao caso.

Fuga do presídio

O detento estava foragido desde o dia 25 de dezembro de 2025, após escapar da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, no sul do Tocantins, localizada no município de Cariri do Tocantins.

A fuga ocorreu durante a noite de Natal, quando presos serraram as grades da cela, acessaram uma janela e utilizaram uma corda improvisada com lençóis para escalar o alambrado e deixar a unidade prisional.

A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que os detentos haviam sido transferidos recentemente de pavilhão e estavam isolados em uma cela por questões disciplinares. Mesmo assim, conseguiram acesso a ferramentas que permitiram serrar as grades e confeccionar o material utilizado na fuga.

Diante das circunstâncias, a Seciju determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar como os objetos foram introduzidos na cela e identificar possíveis falhas na segurança da unidade prisional.