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Integrantes da "Articulação Camponesa" bloquearam na manhã desta segunda-feira (9) trecho na Ferrovia Norte-Sul, em Palmeirante (TO). As primeiras informações dão conta de que ao menos 350 camponesas participam do ato e estão acampados sobre os trilhos na ferrovia.
O objetivo, segundo nota enviada à imprensa, é cobrar dos órgãos responsáveis pela pela regularização da Terra agilidade nos processos de regularização fundiária e criação de assentamentos. O documento é assinado pela Articulação da Terra e Via Campesina, entidades ligadas aos camponeses.
A nota também denuncia a "inoperância e omissão dos órgãos de âmbito federal (Incra, Programa Terra Legal, Ibama) e estadual (Instituto de Terras do Tocantins e Naturatins)." E cobra soluções dos devidos órgãos. Além de citar o aumento da violência do campo registrada nos últimos anos no Tocantins.
O que diz a VLIEm nota, a VLI, empresa que controla o tramo norte da Ferrovia Norte Sul, informou que "a ferrovia foi invadida na manhã desta segunda-feira, 09/10, no KM 421, próximo ao município de Palmeirante, por integrantes do movimento da Articulação Camponesa de Luta pela Terra e Defesa dos Territórios do Tocantins.
A empresa disse ainda que os "os invasores, de forma irregular e ilegal, ocuparam a linha férrea e colocaram obstáculos sobre a via, impedindo a circulação de trens".
"A invasão não tem qualquer relação com a Ferrovia Norte Sul, pois os manifestantes estão exigindo ações de órgãos estaduais e federais para investimentos nas comunidades campestres. A situação é inaceitável e prejudica a atividade da empresa e dos usuários do transporte de cargas no corredor Centro-Norte, que engloba os estados do Tocantins e Maranhão.
A VLI afirma que buscará as providências judiciais para obter no menor espaço de tempo a devida reintegração do trecho da ferrovia e esclarece que a obstrução de ferrovia federal é crime. A empresa representará perante o Ministério Público Federal para que sejam apurados os autores deste ato ilícito e seus financiadores, bem como buscará a reparação de todos os seus prejuízos perante os responsáveis" finaliza a nota.
A VLI afirma que buscará as providências judiciais para obter no menor espaço de tempo a devida reintegração do trecho da ferrovia e esclarece que a obstrução de ferrovia federal é crime. A empresa representará perante o Ministério Público Federal para que sejam apurados os autores deste ato ilícito e seus financiadores, bem como buscará a reparação de todos os seus prejuízos perante os responsáveis.