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MPTO firma acordo e empresa se compromete a recuperar área degradada na Lagoa da Ema após captação irregular de água

Empresa de engenharia deverá fornecer 500 mudas de árvores nativas e frutíferas como forma de reparação por danos ambientais causados no município

Lagoa da Ema, em Alvorada, foi alvo de captação irregular de água por empresa de engenharia; acordo com o MPTO prevê recuperação da área com plantio de 500 mudas
Foto: Divulgação/Ascom MPTO

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa Brasilpav Engenharia Ltda. para garantir a reparação de danos ambientais em Alvorada, no Sul do Estado. O acordo decorre da identificação de uma captação irregular de água na Lagoa da Ema, também conhecida como Lagoa Municipal, realizada pela empresa em janeiro deste ano. A condução do caso é de responsabilidade do promotor de Justiça André Felipe Santos Coelho.

A irregularidade foi confirmada após investigação da Promotoria de Justiça de Alvorada, que constatou que a empresa não possuía autorização dos órgãos ambientais para retirar água daquele ponto específico. Embora a Brasilpav tenha alegado um “equívoco operacional” do motorista de um caminhão-pipa, o MPTO ressaltou que a captação sem outorga constitui infração administrativa e ilícito civil.

Recuperação ambiental

Como forma de compensação, a empresa se comprometeu a fornecer 500 mudas de espécies vegetais nativas e frutíferas. As plantas devem ter altura mínima de 25 centímetros e estar em perfeitas condições de saúde para o plantio.

O destino dessas mudas será a orla da Lagoa da Ema, reforçando as ações do projeto “Alvorada Sustentável”, uma iniciativa que busca a preservação e recuperação da área degradada. Segundo o promotor de Justiça, a medida prioriza a “reparação in natura”, ou seja, busca recuperar diretamente o bem ambiental que sofreu o impacto.

Prazos e penalidades

A Brasilpav tem o prazo de 60 dias, após a homologação judicial do acordo, para entregar todo o material no local indicado pela coordenação do projeto. Além disso, a empresa deve se abster de realizar qualquer nova captação de recursos hídricos sem a devida autorização legal.

A coordenação do projeto “Alvorada Sustentável” fornecerá ao MPTO, no prazo de 30 (trinta) dias após o recebimento das mudas, relatório de recebimento e adequação do material entregue.

Caso o acordo seja descumprido, a empresa estará sujeita a uma multa diária de R$ 1.000,00, limitada ao valor total de R$ 30 mil. Os valores arrecadados com eventuais multas serão destinados ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos do Tocantins.