
Polícia Civil conclui investigação e indiciou todos os suspeitos envolvidos na associação criminosa.
Em Araguatins, Polícia Civil identifica e indicia associação criminosa paulista que aplicava golpes em todo o Brasil
Grupo criminoso movimentou mais de R$ 52,8 mil em apenas um mês
A Polícia Civil do Tocantins concluiu, nesta sexta-feira (04), uma investigação contra um grupo criminoso oriundo de São Paulo, responsável por clonar sites de concessionárias de água e energia em diversas regiões do país. A quadrilha induzia consumidores ao erro no momento da emissão de faturas, gerando prejuízos financeiros às vítimas. A apuração foi conduzida pela 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins
De acordo com o delegado-chefe Teofábio Alves Siqueira, a investigação teve início após um morador de Araguatins relatar que, ao tentar emitir a segunda via de uma fatura de energia, foi direcionado a um site falso. Após efetuar o pagamento, constatou que os valores foram transferidos para uma empresa fictícia, e não para a concessionária oficial. “Ou seja, a vítima foi levada a um site falso, que era um clone da página oficial da empresa de energia”, detalhou o delegado.
Com o aprofundamento das diligências, a Polícia Civil identificou que o responsável pela empresa fraudulenta era um homem de iniciais R.M.D. A vítima de Araguatins foi apenas uma entre mais de duzentas em todo o território nacional. “Verificamos que os valores obtidos eram rapidamente transferidos da conta da empresa fictícia para contas de terceiros ou para a conta pessoal do investigado em outros bancos”, afirmou Siqueira.
Transações bancárias
Entre os dias 25 de outubro e 27 de novembro de 2023, a conta da empresa investigada recebeu mais de R$ 52,8 mil. Grande parte do montante foi creditada em 25 de outubro, mesma data em que a vítima de Araguatins realizou o pagamento. Somente nesse dia, foram registradas 266 transferências.
A análise bancária permitiu a identificação dos principais beneficiários das transferências, sendo eles: os irmãos L.N.C. e R.N.C.; D.N.R.C., mãe dos dois; M.G.B., esposa de L.N.C.; L.F.S.; e o casal A.P.L.G. e R.S.G.L.
Depoimentos
Convocados a prestar depoimento, alguns investigados não atenderam às chamadas da Polícia Civil. R.M.D. e R.N.C. não responderam às ligações e mensagens. Já os demais negaram serem titulares das contas envolvidas ou ter recebido valores relacionados ao esquema.
“Apesar das negativas, não restam dúvidas de que estamos diante de uma associação criminosa responsável por aplicar golpes em todo o Brasil, induzindo clientes de concessionárias a erro, com o objetivo de obter vantagens econômicas indevidas. Com o indiciamento dos envolvidos, o inquérito será agora encaminhado ao Poder Judiciário para as devidas providências”, concluiu o delegado Teofábio Siqueira.