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Veja as 10 principais consequências do excesso de peso, que vão de multas a acidentes fatais, alerta Detran/TO

Além de multa de R$ 130,16 e 4 pontos na carteira, prática reduz tempo de resposta, danifica vias, aumenta consumo de combustível e eleva risco de tombamento e sinistros fatais

Cada veículo é projetado com peças e componentes específicos que suportam determinado peso, que ao ter seu limite ultrapassado compromete a segurança do condutor
Foto: Félix Carneiro/Governo do Tocantins

Se você é caminhoneiro ou usa seu carro para transportar diversos objetos e equipamentos, provavelmente já sabe que transitar com o veículo acima do peso permitido é infração de trânsito.

Com pontos na habilitação e retenção do veículo, o peso não é sentido apenas no automóvel, mas também no bolso, pois a cada 200 kg de peso extra, é cobrada uma taxa adicional pela conduta, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Porém, o Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), chama a atenção dos condutores para além das penalidades e aponta as 10 principais consequências de dirigir acima do peso.

Tal prática traz inúmeros impactos à infraestrutura viária, aumenta os gastos com manutenção e combustível e afeta negativamente o desempenho da viagem.

Além desses fatores, o excesso de peso representa um risco maior à vida do condutor e dos passageiros, pois diminui a capacidade de aceleração do veículo e reduz o tempo de resposta ou de desvio de algum obstáculo na pista.

1. Penalidades

O artigo 231 do CTB estabelece que qualquer veículo que transitar com excesso de peso está sujeito às seguintes penalidades:

  • Pontuação: quatro pontos na carteira;

  • Multa: R$ 130,16;

  • Retenção do automóvel: o veículo fica retido até que outro seja apresentado para transportar a carga excedente, ou o condutor pode apenas descarregar o excesso no local.

Multa acrescida

Além da taxa de R$ 130,16, o condutor é cobrado por um custo adicional a cada 200 kg de peso extra, conforme o inciso IV do art. 231 do CTB:

 
 
Peso excedente (em kg) Acréscimo cobrado (em R$)
Até 600 kg acima do peso R$ 5,32
Entre 601 kg e 800 kg R$ 10,64
De 801 kg a 1.000 kg R$ 21,28
De 1.001 kg a 3.000 kg R$ 31,92
De 3.001 kg a 5.000 kg R$ 42,56
Acima de 5.000 kg R$ 53,20

2. Danos mecânicos e gastos com manutenção

Todo veículo possui peças e componentes com especificações técnicas determinadas que levam em consideração o peso máximo para o transporte de cargas. Ao transitar com peso além do estabelecido, o condutor exige um esforço maior do veículo, o que leva ao comprometimento da mecânica e da estrutura.

Nesses casos, o peso excedente superaquece os freios e compromete a integridade dos pneus, do chassi, dos engates e do próprio implemento. Ao negligenciar os limites de peso do veículo, o condutor terá que arcar com altos gastos de manutenção.

3. Velocidade do caminhão e tempo de resposta

O veículo foi projetado para suportar uma quantidade máxima de carga preestabelecida. Isso significa que, ao exceder tal limite, o motor e os demais componentes têm sua capacidade de acelerar, frear ou desviar de algo no trânsito (como um obstáculo) drasticamente reduzida.

4. Danos à qualidade das vias

As consequências do excesso de peso também trazem à tona o impacto às estradas, comprometendo a sua qualidade. O excesso de peso é responsável por estragos no asfalto de forma exponencial, conforme diz a Lei da Quarta Potência — uma regra básica fundamentada em testes rodoviários. Nela, o dano causado à estrutura do pavimento se eleva na proporção da potência da carga do eixo.

Isso significa que, quando um veículo transita com o dobro do próprio peso, o estrago à via é 16 vezes maior em comparação com um carro que trafega dentro do limite permitido. Isso leva ao surgimento de buracos nas vias e acrescenta mais um fator de impacto à estrutura do veículo, principalmente aos pneus.

5. Gasto com combustível

Transportar carga em excesso faz com que o veículo precise manter maiores rotações para movimentar o peso, o que o faz sair da faixa ideal de eficiência energética. Ao sair dessa faixa, o consumo de combustível aumenta na tentativa de conseguir um ganho pequeno de velocidade ou até mesmo para reduzi-la.

6. Tombamento da carga e do veículo

A carga excedente compromete a dirigibilidade de diversas formas, em especial na execução de curvas e de manobras mais delicadas. Seja para frear ou acelerar, essa situação pode provocar desequilíbrios e acarretar o tombamento do veículo. Esse perigo se torna ainda mais provável quando a curva é fechada e a velocidade é alta.

7. Risco de sinistros fatais

Juntos, a redução do tempo de reação, os danos às vias e a chance de tombamento elevam consideravelmente a possibilidade de ocorrência de um sinistro fatal no trânsito.

A estrutura do veículo e os equipamentos de segurança foram projetados para aguentar uma determinada quantidade de força. Com a carga excedente, essa força gera uma energia superior à que o veículo suporta e compromete a integridade e a segurança do condutor.

8. Torna o trânsito mais lento

O sobrepeso da carga dificulta o aumento de velocidade do veículo, tornando o trânsito mais lento. Isso se intensifica uma vez que a maioria das pistas é simples, com poucos trechos de ultrapassagem segura e permitida, impedindo que outros veículos acelerem. A lentidão se torna ainda mais presente quando os motoristas tentam desviar de buracos nas vias, diminuindo a área de trafegabilidade.

9. Reduz o tempo de vida útil do veículo

Com diversos desgastes acentuados, trocas de peças e esforços extremos dos componentes, ocorre a deterioração das estruturas mecânicas e a depreciação do veículo, acelerando o fim do seu tempo de vida útil.

10. Emissão de gases poluentes

O excesso de peso traz outra consequência, muitas vezes silenciosa: o aumento da emissão de gases poluentes. Como a carga excedente exige um maior consumo de combustível, esse motor acaba produzindo e liberando muito mais gases provenientes da queima na atmosfera.