Política

Após duplo homicídio na CPP de Palmas, governo anuncia operação preventiva nos presídios do Tocantins

Medida inclui revistas nas unidades penais de Cariri, Barra da Grota e Casa de Prisão Provisória de Palmas. Além de reforço do policiamento na capital, com atuação integrada das forças de segurança.

Realização da Operação é definida pelo governador Wanderlei Barbosa durante reunião com representantes das polícias Militar, Civil e Penal
Foto: Esequias Araújo/Gov.TO

O Governo do Tocantins deflagrou uma operação preventiva em todas as unidades prisionais do Estado e reforçou a segurança em Palmas. A medida ocorre após um duplo homicídio na Casa de Prisão Provisória (CPP) da Capital, neste segunda-feira (27).

A decisão foi tomada pelo governador Wanderlei Barbosa, que se reuniu nesta terça-feira (28) com representantes das secretarias de Cidadania e Justiça (Seciju) e de Segurança Pública (SSP), além das polícias Militar, Civil e Penal.  

Segundo o governador, a medida busca evitar novos conflitos dentro dos presídios e impedir que a situação afete a segurança nas cidades. Também foi determinado o aumento do policiamento nas ruas, principalmente em Palmas, com atuação integrada das forças de segurança.

“Decidimos deflagrar essa operação integrada em todas as unidades prisionais do Tocantins como medida preventiva para preservar a ordem pública e assegurar a tranquilidade da população.

 Além do reforço interno no sistema prisional, determinamos o aumento da presença das Forças de Segurança nas ruas, especialmente em Palmas, com atuação coordenada e resposta imediata diante de qualquer indício de conflito”, afirmou Wanderlei Barbosa.

Revistas nos presídios

No sistema penitenciário, a Seciju iniciou revistas gerais nas unidades penais. As ações já começaram na CPP de Palmas e também estão programadas para o presídio Barra da Grota, em Araguaína, e para a unidade de Cariri.

Segundo o governo, o objetivo é apreender materiais proibidos, como celulares, drogas e armas artesanais, além de reforçar os protocolos de segurança e orientar as equipes sobre a prevenção de conflitos internos.

O secretário da Cidadania e Justiça, Hélio Miranda, informou que as equipes estão em alerta máximo e que a pasta dará suporte com efetivo.


A Seciju dará apoio com efetivo sempre que solicitado, além de suporte logístico, como alimentação, com foco no aumento da sensação de segurança e na prevenção de confrontos entre criminosos que possam gerar instabilidade e temor na sociedade”, completou
 

Operação Cidade Blindada

Como parte das medidas externas, a Polícia Militar iniciou a Operação Cidade Blindada em Palmas, com duração prevista de 10 dias. A ação inclui reforço no policiamento ostensivo, uso de equipes da Força Tática e Patrulha Rural e a criação de um “Batalhão Virtual”, que vai atuar com base em dados da criminalidade.

De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, a operação foi definida em conjunto com o governador e está diretamente ligada ao episódio ocorrido na CPP de Palmas.

A Secretaria de Segurança Pública também informou que as áreas de inteligência estão monitorando a situação desde o dia do crime e que novas operações contra organizações criminosas devem ser realizadas nos próximos dias, por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).

Duplo homicídio na CPP de Palmas

Três detentos suspeitos de envolvimento no duplo homicídio ocorrido dentro de uma cela da Unidade Penal Regional de Palmas foram apresentados na 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil (1ª CAPC), na tarde de segunda-feira (27).

Eles foram ouvidos pelo delegado de plantão e autuados em flagrante por homicídio qualificado. Após os procedimentos, os suspeitos foram reconduzidos à unidade prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

As vítimas foram identificadas como Francisco de Assis Nascimento da Silva e Franciney Ferreira dos Santos Machado.

A condução dos presos à delegacia foi feita com apoio do Núcleo de Operações com Cães (NOC) e do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (GOPE) da Polícia Penal.

O caso segue sob investigação.