A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), com o apoio de equipe da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), cumpriu nesta quarta-feira, 24, mandado de prisão preventiva contra um homem de iniciais Y.G.M., de 30 anos, investigado pelos crimes de extorsão qualificada e agiotagem, em Palmas.
As investigações apontaram que o caso teve início após um empréstimo informal realizado entre o suspeito e um terceiro, mediante o penhor de um veículo. A vítima do crime teria atuado como intermediadora da negociação.
Valores abusivos e ameaças
Conforme apurado pela Polícia Civil, o valor inicialmente emprestado era de R$ 8 mil. No entanto, ao tentar reaver o automóvel dado como garantia, o proprietário passou a ser cobrado em valores muito superiores, supostamente acrescidos de juros abusivos que chegaram a R$ 15 mil. Diante da situação, o homem que tomou o empréstimo procurou uma delegacia e o veículo acabou sendo recuperado pela própria Polícia Civil e devolvido ao dono legítimo.
Após a recuperação do carro, o suspeito passou a responsabilizar o intermediador da negociação pelo prejuízo financeiro e iniciou uma série de ameaças, perseguições e intimidações. As ameaças eram direcionadas não apenas à vítima, mas também aos seus familiares, incluindo esposa e filho.
Investigação e provas
As diligências conduzidas pela 1ª DEIC reuniram depoimentos, mensagens, áudios e análises periciais que comprovaram a prática de ameaças e o uso de violência psicológica para tentar obrigar a vítima a pagar valores indevidos. A investigação também identificou publicações em redes sociais utilizadas para expor e intimidar a vítima publicamente.
Declaração do delegado
De acordo com o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, responsável pelo inquérito, a gravidade das ameaças demonstrou a necessidade das medidas cautelares.
“Foi constatada uma sequência de ameaças graves e reiteradas, inclusive contra familiares da vítima, em uma tentativa de impor medo e constranger o pagamento de valores indevidos. Diante da violência empregada e do risco concreto à integridade física das vítimas, representamos pelas medidas cautelares para garantir a segurança dos envolvidos e o andamento das investigações”, destacou o delegado.
Depois de ser preso, o suspeito foi colocado à disposição do Poder Judiciário.




