Nos últimos dois anos, o setor da construção civil direcionado ao mercado imobiliário figurou como uma verdadeira locomotiva da economia brasileira. Em 2024, enquanto o PIB nacional cresceu 3,2%, o da construção civil registrou 4,3% de aumento.
No primeiro trimestre de 2025, a tendência se manteve: 4,6% de crescimento do segmento, puxando o PIB brasileiro para 3,5%. Os dados levantados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) também mostram o crescimento, na prática, do mercado imobiliário residencial:
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2024: lançamento de 383.483 unidades, aumento de 18,6% em relação a 2023; comercialização de 400.547 unidades, aumento de 20,9%.
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2025: lançamento de 453.005 unidades, avanço de 10,6% frente a 2024; comercialização de 426.260 unidades, alta de 5,4%.
O peso do Minha Casa, Minha Vida
É aí que entra o MCMV. O programa habitacional federal Minha Casa, Minha Vida tem um peso mais que considerável nos dados apresentados. Ainda de acordo com a CBIC, nos últimos três meses de 2025, o MCMV foi responsável por 52% de todos os lançamentos imobiliários e por 49% das vendas no país. O programa atingiu marcas recordes no período, com 69.188 unidades lançadas e 53.145 unidades vendidas apenas entre outubro e dezembro do ano passado.
Araguaína está no circuito
De acordo com Rafael Faria, sócio fundador da Linha UP, frente de negócios do Grupo M21 especializada em imóveis do MCMV, a demanda por casas e apartamentos com financiamento federal é crescente em Araguaína, tanto que um dos residenciais do programa está em fase de expansão por causa da procura.
“Desde que criamos o Parque do Lago, o primeiro bairro de Araguaína somente com casas já entregues da Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida, percebemos o potencial do mercado. Isso nos motivou a projetar o residencial Flor de Lins, o primeiro na cidade com apartamentos da Faixa 3 do programa, e o Buritis, que mal saiu do papel e já está com uma demanda reprimida, a procura é grande”, pontua Rafael.
Somando as unidades das faixas 2 e 3, Araguaína caminha para quase 1.170 imóveis, sendo 881 do Parque do Lago, 128 do Flor de Lins e 160 do Buritis.
Procura supera oferta
A primeira torre do Residencial Buritis, da Faixa 3 do MCMV em Araguaína e direcionado para famílias com renda mensal a partir de R$ 7 mil, está na fase de lançamento comercial para atuação exclusiva de corretores de imóveis.
São 80 apartamentos distribuídos em 10 andares e um condomínio que inclui espaço de lazer com piscina e área gourmet, academia, salão de festas, playground, lavanderia e minimercado. A procura pelos apartamentos já supera a oferta.
“Araguaína ainda não tinha imóveis nesse modelo, de dois quartos, com linha de crédito disponível pela Caixa Econômica e com ampla gama de serviços embutidos. Diante da grande procura, estamos preparando o lançamento da segunda torre, com mais 80 apartamentos”, informa Rafael Faria.
O Residencial Flor de Lins, também da Faixa 3, está 90% vendido.
Obras em andamento, empregos disponíveis
A construção civil é uma das maiores geradoras de emprego no Brasil. De acordo com o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), historicamente o setor responde de 15% a 27% de todas as vagas formais criadas mensalmente no país.
O segmento encerrou 2024 com a criação de 110.133 novos postos de trabalho formais, elevando o contingente de trabalhadores para 2,85 milhões. A tendência de contratação manteve-se forte no ano seguinte: até novembro de 2025, o setor gerou 192.176 novos empregos com carteira assinada, um aumento de 6,73% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais de 3,04 milhões de trabalhadores formais. Apenas no mês de abril de 2025, o MCMV foi o principal responsável pela geração de 34.295 novos postos de trabalho.




