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De preto em sinal de luto, advogados, familiares, representantes da OAB nacional e de sete estados participaram de um ato em defesa da democracia em Araguaína. O manifesto aconteceu na tarde desta quinta-feira (31), iniciando no auditório da OAB e seguiu com uma caminhada pelas ruas da cidade .
Na faixa carregada por advogados, alguns de preto outros vestidos com camisetas com a foto de Danilo Sandes, estampava o ato histórico em defesa da profissão. "A advocacia segue... A luta por Justiça também! #somosTodosDanilo". Apesar do clima de consternação, o ato mostrou que a classe está unida e exige um basta à violência contra advogados.
De início, o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, prestou solidariedade à mãe de Danilo, Luzia Sandes de Brito, e destacou que o Conselho Federal da entidade se instala oficialmente em Araguaína. "Em demonstração clara, cabal e definitiva de respeito à memoria do colega Danilo e a todos os colegas que tiveram agora uma agressão brutal, que nós não aceitaremos."
Lamachia frisou que é inadimissivel a violência contra qualquer cidadão do Brasil e repudiou a morte do colega Danilo, cuja execução foi motivada pelo exercício profissional. "Este brutal assassinato deste colega não ficará impune! (...) Chega de violência no Brasil. Isto que aconteceu aqui [em Araguaína] é inadmissível. Quando se ceifa a vida de um advogado desta forma, nós estamos ceifando sim o Estado democrático de direito e a democracia."
Já o presidente da OAB Tocantins, Walter Ohofugi, destacou que Danilo foi um jovem profissional talentoso, ético e competente. Mas, lamentou que ele teve a vida ceifada justamente pelos princípios que defendia e assegurou que a luta por justiça continua.
"Então a advocacia precisa reagir com veemência e reagiremos. Nas próximas 48 horas nós estaremos em união com a comissão de advogados pertencentes ao estado do Tocantins e advogados do Conselho Federal, para que possamos buscar a devida punição à barbaridade que aconteceu aqui em Araguaína".
HistóricoDanilo Sandes foi executado com dois tiros na nuca no dia 25 de julho, em Araguaína. O corpo foi localizado quatro dias depois, às margens da TO-222, sentido Babaçulândia. Pouco mais de 30 dias após a morte, a Polícia Civil desvendou o caso e prendeu o suspeito de encomendar o crime.
O farmacêutico Robson Barbosa da Costa, amigo da vítima, foi apontado como mandante da execução. Ele foi preso nesta segunda-feira (28) na cidade de Marabá (PA), e recambiado para Araguaína (TO). O motivo pontado na investigação foi que Barbosa queria levar vantagem num inventário de herança, mas Danilo não concordava com a fraude. A fortuna disputava pelos herdeiros está avaliada na ordem de R$ 7 milhões.
InvestigaçãoAs investigações foram realizadas pela recém-criada Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, conduzida pelo delegado Rerisson Macedo e Guilherme Torres, com o suporte do delegado regional Bruno Boaventura. E auxílio da Deic-Araguaína. O executor continua foragido.