A Polícia Civil prendeu na manhã desta terça-feira, 23, três suspeitos de envolvimento na morte de dois homens numa área de conflito agrário, cerca de 15 km de Araguaína. O crime ocorreu na tarde de 28 de março deste ano na estrada de acesso ao Côco Salviano.
Um dos presos trata-se do ex-candidato a vereador em Araguaína, Manoel Paladim Sampaio, conhecido como Paladim. Ele tem 59 anos e disputou a eleição de 2024 como candidato a vereador em Araguaína pelo PT.
Os outros dois presos são Mauro Batista da Silva e Welington Alves de Santana. Os três são suspeitos no envolvimento nas mortes de Paulo Ricardo da Silva, de 26 anos, e Victor Yan de Sousa Silva, de 27 anos. Eles estavam numa caminhonete e foram surpreendidos por homens armados ao parar numa cancela, na estrada de acesso a uma propriedade.
Investigações e prisões
Em entrevista, o delegado titular da DHPP de Araguaína, Adriano Carvalho, explicou que na primeira fase da operação a PC apreendeu celulares de suspeitos e colheu provas. Já na segunda fase, a PC cumpriu mandado de prisão contra os suspeitos, que levavam uma vida normal após o crime.
O delegado também frisou que a motivação do crime foi a disputa pela terra, onde os posseiros estavam. “Nós identificamos o motivo dessas três pessoas irem emboscar e assassinar aqueles dois funcionários da fazenda era exatamente por conta da briga, da disputa que estava tendo sobre aquela propriedade”, pontuou o delegado Adriano, completando:
“A princípio, o líder dos invasores, junto com outros dois indivíduos, direcionaram até a porteira da fazenda, armados, onde conseguiram ceifar a vida de duas pessoas. Em retaliação as operações que eles estavam realizando de desocupação da terra.”
Papel de cada suspeito
O delegado da DHPP explicou ainda que dois dos três presos portavam espingardas e foram os responsáveis pelos disparos contra as vítimas. Já o terceiro indivíduo, apontado como líder da invasão, teria prestado o apoio logístico levando os homens armados e dando fuga a eles após o crime.
O líder, que prestou apoio logístico, se trata de Paladim, de acordo com as investigações. No momento da prisão, ele negou envolvimento com as mortes. Questionado se tinha algum envolvimento, Paladim respondeu: “Tenho não. Tem que mandar prender aqueles ricos que estavam lá mandando matar o povo dentro da terra.”
A reportagem não conseguiu conversar com os outros dois presos e nem falar com os advogados. O espaço permanece em aberto para a manifestação da parte deles.




