A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência da PC-TO, se apresentou à Justiça na manhã desta segunda-feira (15), em Palmas, após cinco dias sendo considerada foragida. Ela é apontada como suspeita de envolvimento em um suposto esquema relacionado ao contrato de R$ 139 milhões firmado para a terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), Cláudia compareceu ao Fórum de Palmas por volta das 8 horas, acompanhada de advogado. No local, ela passou pelos procedimentos judiciais cabíveis, incluindo audiência de apresentação e de custódia.
A investigada teve a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas no âmbito da segunda fase da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor). Desde a expedição do mandado, no último dia 10 de junho, ela era considerada foragida da Justiça.
Após a realização dos atos judiciais, Cláudia foi entregue à Polícia Civil, que formalizou o cumprimento do mandado de prisão preventiva. Em seguida, ela foi encaminhada para os procedimentos de praxe e ficará recolhida no Quartel do Comando-Geral (QCG), em Palmas, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo informações divulgadas pelo g1 Tocantins, o advogado da empresária afirmou que ainda não teve acesso aos autos da investigação.
Investigação apura contrato de R$ 139 milhões
A Operação Falsa Emergência investiga possíveis irregularidades na contratação da entidade responsável pela gestão das UPAs de Palmas. As apurações envolvem suspeitas de crimes contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O foco da investigação é um contrato de aproximadamente R$ 139 milhões firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) para a terceirização da administração das unidades de pronto atendimento da capital.
De acordo com o Ministério Público, Cláudia Fernanda seria representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade beneficiada pelo contrato. A instituição, entretanto, nega que a empresária possua qualquer vínculo de representação com a organização.
Outros investigados seguem presos
A segunda fase da operação foi deflagrada no último dia 10 de junho e resultou na prisão de diversos investigados. Entre eles estão a secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, que permanecem presos.
A PC destacou que as investigações continuam em andamento com o objetivo de esclarecer os fatos e identificar envolvidos no esquema, respeitando os princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal.




