As duas irmãs, rés pelo envolvimento na morte do ex-candidato a prefeito e empresário de Araguaína, Paulo Couto, de 75 anos, foram condenadas durante tribunal do Júri realizado nesta terça-feira, 16. O crime ocorreu em julho de 2025, o julgamento durou cerca de 12h00 e a sentença foi proferida por volta das 21h30 da noite de terça-feira.
A técnica em enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, foi condenada a 24 anos e três meses de prisão em inicial regime fechado. Ela foi condenada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima). Também foi condenada por furto, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo.
Já a irmã dela, Lidiana Mendes da Silva, foi condenada a pouco mais de um ano de reclusão, em regime aberto. Ela ajudou na ocultação do cadáver do empresário.
A vítima, José Paulo Couto, de mais de 60 anos de idade, mantinha um relacionamento com Rejane Mendes da Silva. Segundo a denúncia, o crime teria ocorrido no dia 9 de julho de 2025, na residência da acusada, no Setor Parque Sonhos Dourados, em Araguaína.
De acordo com a denúncia, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento após o empresário informar que reduziria a ajuda financeira que vinha prestando. Ele custeava despesas mensais da acusada, como aluguel e contas básicas, com valores entre R 1.800. No mês do crime, teria reduzido o valor para R$ 600, o que provocou a discussão.
Dinâmica do crime
Em depoimento, Rejane contou que, após o desentendimento, empurrou o empresário sobre a cama e o amarrou com cordas. Temendo ser denunciada, decidiu matá-lo com golpes de faca. Ele ainda pediu socorro e disse que a perdoaria, mas não foi atendido.
Após o crime, a acusada subtraiu pertences do empresário — como joias, relógio e celular —, adulterou a placa do veículo da vítima com fita isolante e pediu a um conhecido que estacionasse o carro em um lote baldio, sem que ele soubesse do ocorrido.
Ocultação do corpo
No dia seguinte, 10 de julho, Rejane pediu ajuda à irmã, Lidiana Mendes da Silva, para se desfazer do corpo, que estava enrolado em lençóis e um carpete, com pés e mãos amarrados. Inicialmente, Lidiana se recusou e pediu que a irmã se entregasse à polícia. Porém, acabou cedendo.
Segundo a investigação, o corpo foi colocado no veículo e levado até uma área sob uma ponte de um córrego na Avenida Frimar, entre o Bairro JK e a TO-222, onde foi abandonado.
Investigação
O corpo do empresário foi localizado após denúncia anônima. O caso teve rápida elucidação, em cerca de quatro dias, e gerou ampla repercussão em Araguaína.




