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Vacinação nas escolas de Araguaína vira política pública para fortalecer ações do Selo Unicef

Programa passa a integrar oficialmente as estratégias do município para manter a certificação e ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes.

O Programa de Vacinação nas Escolas foi regulamentado por meio de um decreto municipal
Foto: Marcos Filho Sandes/SECOM Araguaína

A Prefeitura de Araguaína deu mais um passo para manter o Selo Unicef, concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à promoção dos direitos de crianças e adolescentes.

A vacinação de alunos, realizada na rede municipal de ensino há quase cinco anos, passa a integrar oficialmente as ações estratégicas da certificação, após a regulamentação do Programa de Vacinação nas Escolas.

A iniciativa foi formalizada por meio do Decreto nº 167, de 20 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial do Município. A norma cria o Programa de Vacinação nas Escolas para alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental das redes pública e privada de Araguaína, transformando a ação já desenvolvida pela Prefeitura em uma política pública para manter a caderneta vacinal de milhares de crianças atualizada.

Nos últimos anos, Araguaína consolidou uma série de ações voltadas à promoção da qualidade de vida de crianças e adolescentes. As iniciativas são desenvolvidas em sete eixos estratégicos, que englobam desde o cuidado na primeira infância até a proteção social de famílias em situação de vulnerabilidade.

Dentre os eixos solicitados pela Unicef nesta edição do selo estão capacitações com os profissionais sobre os cuidados maternos e infantis; esforços para redução da mortalidade materno e infantil; atualização e reestruturação dos fluxos de atendimento e ainda as ações de vacinação extramuros para melhorar as coberturas vacinais.

Vacinação nas escolas

Segundo a diretora de Imunização do município, Samilla Braga, a estratégia de vacinação nas escolas tem contribuído para manter a caderneta vacinal dos estudantes em dia. Em 2025, foram aplicadas 2.835 doses de vacinas que estavam em atraso durante as ações nas unidades de ensino. Já em 2026, esse número é de 1.204 doses até o momento.

“O ideal é que esse número seja cada vez menor, porque significa que os estudantes estão chegando às escolas com a vacinação em dia", explica Samilla.

Como funciona o programa

O decreto estabelece que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) devem articular com as escolas de sua área de abrangência para agendar ações de vacinação, que ocorrem pelo menos uma vez por ano em cada unidade de ensino. As escolas são responsáveis por informar previamente as famílias sobre as datas da vacinação e solicitar que os estudantes levem a carteira de vacinação.

No dia da ação, as equipes de saúde analisam a situação vacinal de cada criança e adolescente e aplicam as doses necessárias, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Não são vacinados os estudantes que não apresentam a carteira de vacinação, possuem contraindicação médica comprovada ou têm histórico de eventos adversos específicos relacionados a alguma vacina.

Caso o estudante não apresente a documentação no dia da visita da equipe de saúde, os pais ou responsáveis são orientados a comparecer à Unidade Básica de Saúde em até cinco dias para avaliação da carteira vacinal. Se, mesmo após esse prazo, a família não procurar a unidade de saúde, a equipe realiza busca ativa, incluindo visita domiciliar, para reforçar a importância da imunização.

Fortalecimento das políticas públicas

A oficialização do programa representa mais uma estratégia da Prefeitura para ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a integração entre saúde e educação. Além de facilitar o acesso das crianças e adolescentes às vacinas, a medida contribui para prevenir doenças imunopreveníveis, reduzir o abandono do esquema vacinal e garantir melhores indicadores de saúde pública.

A regulamentação também reforça o compromisso de Araguaína com a manutenção do Selo Unicef, certificação concedida aos municípios que implementam políticas públicas capazes de melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes, reconhecendo avanços em áreas como saúde, educação, assistência social e proteção de direitos.