Ação Policial

Delegado da PC é preso por ameaça e disparo durante conflito com terceiros em Palmas

Servidor foi autuado em flagrante, passou por audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade com medidas cautelares; SSP instaurou investigação.

Delegado Antônio Gonçalves de Carvalho Neto
Foto: Arquivo Pessoal

Um delegado da Polícia Civil foi preso em flagrante na tarde desta sexta-feira (31), em Palmas, pelos crimes de disparo de arma de fogo e ameaça durante um conflito com terceiros.

Não há detalhes sobre a ocorrência nem sobre a motivação do caso. Ninguém ficou ferido.

Trata-se do delegado Antônio Gonçalves de Carvalho Neto, concursado desde 2002 e atualmente lotado na Diretoria de Polícia Comunitária. Ele foi preso devido às ameaças e ao disparo efetuado durante um conflito em uma residência na capital. Ninguém se feriu. O delegado foi detido e a arma utilizada foi apreendida.

Após a audiência de custódia, o delegado foi colocado em liberdade, e o juiz determinou a aplicação de medidas cautelares.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil e a Delegacia de Assuntos Internos investigam o caso.

Conforme apurado até o momento, o disparo não foi direcionado a nenhuma pessoa e não houve feridos. A pasta também confirmou a prisão do delegado e os procedimentos adotados diante da ocorrência.

"A arma usada no disparo, pertencente à SSP/TO, foi apreendida. O delegado foi preso em flagrante pelos crimes de disparo de arma de fogo e ameaça (...) Foram solicitados laudos periciais no local, e as unidades responsáveis ouviram testemunhas e os envolvidos. O inquérito será concluído dentro do prazo legal" — diz a nota da SSP-TO.

A defesa do delegado afirmou, em nota, que o momento exige serenidade e que irá se manifestar sobre o mérito apenas nos autos.

"As teses defensivas serão deduzidas exclusivamente perante o juízo natural da causa, nos momentos processuais próprios, sob o contraditório e a ampla defesa" — destacou, acrescentando que confia nas instituições.

Íntegra da nota da defesa

Aires Cavalcante Advogados, por seus advogados constituídos, diante da repercussão de fatos submetidos à apreciação do Poder Judiciário, vem a público, com a serenidade que o momento exige, manifestar-se nos seguintes termos:

1. SIGILO LEGAL E DEVER DE RESERVA

Os fatos noticiados são objeto de procedimento em curso perante o Poder Judiciário do Estado do Tocantins, submetido a sigilo legal. Por dever de lealdade processual e em respeito à autoridade judiciária, esta defesa não divulgará peças, imagens, laudos, depoimentos ou qualquer elemento constante dos autos, nem confirmará ou desmentirá conteúdos que circulem fora deles.

2. NÃO ANTECIPAÇÃO DE MÉRITO

Nenhuma consideração sobre o mérito será feita fora dos autos. As teses defensivas — de fato e de direito — serão deduzidas exclusivamente perante o juízo natural da causa, nos momentos processuais próprios, sob o contraditório e a ampla defesa. Juízos formados antes da instrução, seja em que sentido for, não servem à verdade nem à justiça.

3. CONFIANÇA NA APURAÇÃO E NAS INSTITUIÇÕES

Esta defesa reafirma integral confiança na apuração conduzida pelo Poder Judiciário e reconhece a atuação técnica e institucional dos órgãos envolvidos, entre eles a Polícia Civil do Estado do Tocantins e o Ministério Público.

A investigação regular, conduzida com isenção e sob controle jurisdicional, é precisamente o caminho legítimo para o esclarecimento integral dos fatos — e é nele, e não no debate público, que esta defesa deposita sua expectativa.

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