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Ex-presidente da Câmara de Porto Nacional é condenado por usar motoristas em serviços particulares

Segundo o MPTO, Joaquim Pereira de Carvalho Neto utilizou servidores da Câmara Municipal para prestar serviços particulares durante sua gestão como presidente do Legislativo.

Joaquim Pereira de Carvalho Neto foi condenado em ação civil pública por ato de improbidade administrativa
Foto: Dornil Sobrinho/Secom

A Justiça condenou o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Porto Nacional e atual vice-prefeito da cidade, Joaquim Pereira de Carvalho Neto, em ação civil pública por ato de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).

Durante sua gestão no Legislativo (2019-2020), ele teria direcionado servidores públicos para atividades particulares de seu interesse pessoal. A sentença foi proferida no último dia 3, sendo passível de recurso..

Acusação

No processo, a 5ª Promotoria de Justiça de Porto Nacional relata que dois servidores públicos da Câmara Municipal, nomeados para cargo comissionado e de assessoria, atuavam, na realidade, como motoristas particulares do réu, realizando fretes de mudanças e serviços agrícolas em propriedades de sua família.

A conduta foi enquadrada como enriquecimento ilícito pela Lei de Improbidade Administrativa, uma vez que o réu obteve vantagem patrimonial indevida ao gerar economia para suas finanças pessoais à custa do erário.

Por parte do Ministério Público, atua no processo a promotora de Justiça Thais Cairo Souza Lopes.

Penalidades

Como penalidades pela prática de improbidade administrativa, foram impostas ao ex-vereador:

  • suspensão dos direitos políticos por oito anos;
  • perda de eventual função pública que estiver ocupando atualmente;
  • proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de cinco anos.

Além disso, o ex-parlamentar foi condenado ao pagamento de multa civil equivalente a dez vezes o valor da remuneração mensal que recebia, na época, como presidente do Legislativo.