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Interações medicamentosas: por que misturar remédios com outras substâncias pode ser perigoso

Uso simultâneo de medicamentos, suplementos e até alimentos pode comprometer tratamentos e colocar a saúde em risco; especialista da Afya alerta para prevenção e cuidado

Especialista alerta para os riscos das interações medicamentosas e reforça a importância do uso correto e orientado de remédios para a segurança dos pacientes.
Foto: Cênicas Comunicação

A combinação de medicamentos faz parte da rotina de milhões de brasileiros, especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e pacientes em tratamento contínuo. No entanto, o uso simultâneo de diferentes remédios pode provocar interações medicamentosas capazes de reduzir a eficácia dos tratamentos, desencadear efeitos adversos graves e, em situações extremas, colocar a vida em risco. O tema, frequentemente negligenciado, é hoje reconhecido como um dos principais desafios de saúde pública no país.

Interações medicamentosas ocorrem quando o efeito esperado de um medicamento é alterado pela presença de outra substância, que pode ser outro remédio, um alimento, bebida alcoólica, suplemento ou fitoterápico. A cardiologista e professora da Afya Educação Médica de Palmas, Alice Póvoa, explica que essa alteração pode tanto diminuir quanto potencializar ou até modificar completamente a ação do medicamento.

“A interação medicamentosa acontece quando o efeito esperado daquela medicação é alterado por alguma substância. Não precisa ser necessariamente outro medicamento. Pode ser um alimento, álcool ou até um fitoterápico”, afirma.

Exemplos comuns de interações medicamentosas

Um exemplo comum citado pela cardiologista é o da levotiroxina, medicamento amplamente utilizado no tratamento do hipotireoidismo.

“É um remédio que deve ser tomado em jejum e longe das refeições. Quando o paciente ingere com o alimento, o efeito diminui muito. Às vezes, a pessoa acaba usando doses cada vez maiores porque acredita que o medicamento não está funcionando, quando, na verdade, está tomando de forma inadequada”, explica.

Segundo ela, esse tipo de situação ilustra como a interação pode mascarar o tratamento e induzir a erros que agravam o quadro clínico.

Grupos mais vulneráveis

Embora qualquer pessoa possa estar sujeita a interações medicamentosas, alguns grupos são mais vulneráveis. Entre eles estão os idosos, especialmente aqueles em situação de polifarmácia — termo utilizado para designar o uso simultâneo de vários medicamentos.

“O idoso costuma ter mais comorbidades e, consequentemente, mais prescrições. Muitas vezes, são medicamentos com horários diferentes ou princípios ativos semelhantes, o que dificulta o uso correto e aumenta o risco de interações”, observa Alice Póvoa.

Essa complexidade favorece confusões, esquecimentos e associações perigosas, mesmo quando não há automedicação.

Além dos idosos, crianças com menos de 5 anos, pessoas com doenças crônicas e pacientes em tratamento contínuo ou prolongado também são consideradas mais vulneráveis às interações.

Sinais de alerta

Os sinais de alerta para possíveis interações medicamentosas são variados e nem sempre facilmente reconhecidos. Conforme a cardiologista, quedas de pressão ao se levantar, tonturas, palpitações, dor no peito, confusão mental, tremores, agitação e até alucinações podem indicar que algo não está bem.

“O paciente pode apresentar sintomas que não seriam efeitos colaterais esperados daquele medicamento, como confusão mental ou alterações no ritmo do coração”, alerta.

Distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vômitos, dor no estômago e perda de apetite, também podem estar associados a interações e não devem ser ignorados.

Cuidados e prevenção

Grande parte desses problemas poderia ser evitada com medidas simples de organização e comunicação. A professora da Afya destaca a importância de manter a prescrição sempre atualizada e compartilhada com todos os profissionais que acompanham o paciente.

“Às vezes, a pessoa passa por mais de um médico, recebe prescrições diferentes e acaba usando medicamentos com o mesmo princípio ativo sem perceber. Ter consultas regulares e uma receita organizada ajuda a reduzir muito esse risco”, explica.

Outra orientação prática é o uso de organizadores de medicamentos, especialmente para pacientes que fazem uso contínuo.

“As caixinhas organizadoras por dia da semana e por turnos — manhã, tarde e noite — facilitam a rotina, evitam que os medicamentos sejam tomados juntos de forma inadequada e ajudam a respeitar os horários corretos”, orienta.

Para idosos, o apoio de familiares ou cuidadores também é considerado fundamental para garantir segurança no uso dos medicamentos.

Além do cuidado individual, a discussão sobre interações medicamentosas reforça a importância da formação médica e da atuação de especialistas comprometidos com a educação em saúde. Na Afya Educação Médica de Palmas, docentes e profissionais da saúde atuam na formação com foco na prática clínica responsável, na prevenção de riscos e na orientação adequada dos pacientes.

“Informar, orientar e acompanhar o uso correto dos medicamentos é uma das formas mais eficazes de evitar complicações graves e internações que poderiam ser prevenidas”, destaca Alice Póvoa.

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Tocantins conta com três instituições de graduação: Afya Palmas, Afya Porto Nacional e Afya Unitpac (em Araguaína) e uma unidade de pós-graduação na capital tocantinense.

A instituição mantém ainda nove escolas de Medicina em outros estados da Região Norte: Acre (1), Amazonas (2), Rondônia (2) e Pará (4). Além disso, a Afya também está presente na região com três unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Porto Velho (RO).

Sobre a Afya

A Afya é o maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil. Reúne 38 Instituições de Ensino Superior distribuídas por todas as regiões do país, sendo 33 com cursos de medicina, além de 20 unidades voltadas à pós-graduação e à educação continuada em áreas médicas e da saúde.

São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) e mais de 23 mil alunos formados ao longo de 25 anos. Pioneira em soluções digitais para aprendizagem contínua e suporte à prática médica, uma em cada três pessoas entre médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução do portfólio Afya, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq, em 2019, a Afya foi reconhecida com prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024). Em 2023, seu CEO, Virgílio Gibbon, foi eleito “Executivo de Valor” na área de Educação. Em 2024, a companhia passou a integrar o programa Liderança com ImPacto, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 Saúde e Bem-Estar.

Mais informações em www.afya.com.br e ir.afya.com.br.